Úteis para a defesa contra predadores e para a luta por dominância e atração de parceiros entre machos, os chifres são características amplamente conhecidas de muitos animais da natureza.
Entretanto, cientistas australianos surpreenderam ao revelar a identificação de estruturas semelhantes em uma criatura até então impensável, marcando uma descoberta sem precedentes.
Através de um artigo publicado no periódico Journal of Hymenoptera Research, os especialistas confirmaram a descoberta de uma nova espécie nativa de abelha que, por sua vez, apresenta um visual assustador com chifres minúsculos.
Para combinar com o aspecto assustador do inseto, os pesquisadores optaram por um nome igualmente imponente para classificá-lo: Megachile lucifer. No entanto, é importante ressaltar que a escolha não possui qualquer conotação religiosa.
Em entrevista ao portal BBC News, a pesquisadora que liderou o estudo Kit Prendergast, da Curtin University, afirmou que na época em que escrevia a descrição da espécie, ela estava assistindo a série Lúcifer, criada por Tom Kapinos, e o nome do anjo caído veio a calhar.

Chifres possuem múltiplas utilidades, mas são exclusivos
De acordo com o artigo publicado sobre a abelha, os chifres, que foram considerados muito “proeminentes”, podem ser utilizados tanto como mecanismo de defesa, quanto para auxiliar na coleta de pólen e néctar ou reunir materiais para construir ninhos.
Entretanto, Prendergast esclareceu que, diferentemente de outras criaturas, as estruturas aparecem exclusivamente nas fêmeas da espécie, que parecem assumir os papéis citados.
Cientistas pedem proteção para área onde abelha foi encontrada
Além de detalhar a descoberta da Megachile lucifer, o artigo também apresenta um apelo dos pesquisadores para que a região onde a abelha com chifres foi identificada receba medidas de proteção ambiental.
O local, situado na região de Goldfields, no oeste da Austrália, abriga uma espécie rara de flor silvestre que parece exercer forte atração sobre a criatura. Portanto, problemas como o desmatamento da área poderia representar uma ameaça significativa à sobrevivência da espécie.




