Um estudo publicado na revista científica Acta Astronautica propõe uma forma de reduzir o tempo de uma missão de ida e volta a Marte ao analisar dados orbitais antigos do asteroide 2001 CA21.
A pesquisa, assinada pelo brasileiro Marcelo de Oliveira Souza, indica que certas geometrias usadas por asteroides próximos da Terra podem revelar caminhos mais curtos entre a Terra e o planeta vermelho.
O que foi calculado
O trabalho não afirma que uma viagem tripulada de 56 dias até Marte já esteja pronta para acontecer. O estudo apresenta cenários teóricos de missão, com diferentes níveis de energia e tecnologia.
Segundo o resumo publicado pela Acta Astronautica, uma rota rápida e mais viável teria 56 dias de ida, 35 dias de permanência e 135 dias de retorno, em um total de cerca de 226 dias.
Além disso, o artigo também descreve um cenário de maior energia, com missão total de aproximadamente 153 dias.
Essa opção exigiria velocidades e capacidades que ainda representam grande desafio técnico para naves, sistemas de propulsão, proteção contra radiação e operações humanas no espaço.
Por que o asteroide importa
A ideia surgiu a partir das primeiras previsões orbitais do asteroide 2001 CA21. Em vez de usar apenas cálculos tradicionais baseados nas posições da Terra e de Marte, o pesquisador analisou como trajetórias de asteroides podem indicar “corredores” geométricos favoráveis no Sistema Solar.
De acordo com o Phys.org, o estudo sugere que a janela de 2031 teria uma configuração especialmente favorável para uma rota rápida de ida e volta. A publicação também destaca que o artigo tem DOI 10.1016/j.actaastro.2026.04.018.
Ainda é proposta científica
A descoberta não muda, por enquanto, o planejamento das agências espaciais. Ela oferece uma possibilidade matemática para futuras missões e precisa de estudos adicionais.




