Mais da metade dos brasileiros deve acompanhar a Copa do Mundo de 2026 em casa, em vez de bares e espaços públicos.
Segundo relatório elaborado com dados da Scanntech, 65% dos torcedores planejam assistir às partidas no ambiente doméstico, em encontros com familiares e amigos.
Consumo migra para o supermercado
A mudança não significa, necessariamente, menos consumo durante o Mundial. O levantamento aponta que a preferência por assistir aos jogos em casa tende a deslocar parte dos gastos para supermercados, aplicativos de entrega e compras de ocasião.
Com isso, itens ligados a encontros sociais devem ganhar força nos dias de partida. Carnes, bebidas, snacks e produtos de conveniência aparecem entre as categorias mais beneficiadas quando o jogo vira programa doméstico.
Além disso, a Worldpanel by Numerator identificou comportamento parecido em outro levantamento sobre a Copa de 2026.
Segundo a pesquisa, 90% dos brasileiros pretendem assistir aos jogos em casa, e 49% não planejam as compras com antecedência. Esse cenário favorece decisões de última hora, delivery e e-commerce.
Menos bar, mais reunião
O dado ajuda a explicar uma mudança no ritual do torcedor. Em vez de grandes deslocamentos para bares, parte do público deve preferir reuniões menores, com mais controle sobre gastos, cardápio e companhia.
No entanto, isso não elimina o apelo social da Copa. Pesquisa da JCDecaux aponta que nove em cada dez brasileiros mantêm algum tipo de tradição no torneio, como reunir amigos, usar roupas temáticas ou preparar churrasco.
A mesma pesquisa indica que 75% dos entrevistados pretendem se deslocar para assistir a algum jogo, o que mostra que bares e eventos ainda devem ter público.
Copa mais fragmentada
O comportamento também reflete uma Copa mais espalhada entre telas, grupos e formatos de consumo.
Segundo estudo da Ipsos, 51% dos brasileiros pretendem acompanhar jogos em encontros com amigos e familiares, enquanto 47% devem assistir em casa ou na casa de conhecidos.
Outros 31% planejam ir a bares com estrutura para o torneio.
Para marcas e varejistas, o desafio será chegar ao torcedor antes e durante a partida, no supermercado, no aplicativo, na televisão e nas redes sociais.




