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Ministro suspende sessão que votaria no reajuste salarial dos professores brasileiros

Gilmar suspendeu o julgamento dom um pedido de vista para analsiar o caso antes de votar

Por Júlio Nesi
22/05/2026
Em Geral
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O ministro Gilmar Mendes.

Foto: Geraldo Magela / Agência Senado

O ministro Gilmar Mendes. Foto: Geraldo Magela / Agência Senado

O julgamento sobre o reajuste do piso salarial nacional dos professores, realizado nesta semana no Supremo Tribunal Federal (STF), foi suspenso novamente após o ministro Gilmar Mendes apresentar pedido de vista.

A sessão virtual, que estava em andamento desde 15 de maio, foi interrompida imediatamente, sem previsão de conclusão. O encerramento da votação estava previsto para esta sexta-feira (22), mas agora o processo pode permanecer paralisado por até 90 dias, conforme o regimento interno do tribunal.

Este é o segundo pedido de vista no mesmo processo. Em dezembro de 2025, o ministro Dias Toffoli já havia solicitado mais tempo para a análise, o que interrompeu a votação por cinco meses.

O que exatamente estava sendo votado?

O STF vem analisando um recurso do Estado de São Paulo contra o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ/SP). Esse recurso é uma contestação de decisão que determinou o reajuste do vencimento inicial da carreira docente estadual para atingir o piso salarial nacional dos professores, estabelecido pela Lei Federal nº 11.738/2008.

Esse caso decorre de três pontos: o primeiro é que o Ministério da Educação (MEC) vem reajustando anualmente os pisos salariais da educação em âmbito nacional. O segundo é que o TJ determinou a readequação do piso de uma docente municipal de Riolândia. O terceiro é uma contestação do governo paulista a uma decisão do Colégio Recursal de Votuporanga que também reconheceu esses reajustes a uma professora da rede pública.

O caso começou tanto com a prefeitura de Riolândia quanto com o governo de São Paulo, que argumentaram contra os reajustes. Além disso, o governo alega que os reajustes automáticos ignoram a capacidade financeira dos estados e municípios.

Devido a esses recursos, o STF passou a julgar o caso dos reajustes automáticos. O valor atual do piso, conforme a Portaria MEC nº 82/2026, é de R$ 5.130,63 para jornada de trabalho de até 40 horas semanais.

Placar parcial favorável aos professores

Até o momento da interrupção, três ministros já haviam votado, resultando em um placar parcial de 2 a 1 favorável aos professores. O primeiro voto positivo veio de Dias Toffoli, que argumentou que o reajuste anual do piso, publicado por portaria do MEC, é obrigatório para todos os entes federativos.

O segundo voto positivo veio do ministro Alexandre de Moraes, que concordou e acompanhou o voto de Toffoli.

Por enquanto, a única negativa veio do ministro Cristiano Zanin, relator do caso. O ministro votou pelo provimento parcial do recurso do governo de SP, defendendo que os entes federativos têm o dever de adequar seus planos de carreira ao piso nacional, mas que o Judiciário não pode impor reajustes escalonados automaticamente às demais classes da carreira.

Vale reforçar, no entanto, que o voto de Zanin foi parcial: ele concordou com o reajuste, mas afirmou que o Judiciário não pode impor a medida. Logo, propôs um prazo de 24 meses para que as unidades educativas do país se adequem à medida.

Com a suspensão, os votos de outros oito ministros, incluindo o do próprio Gilmar Mendes, ainda estão pendentes.

Impacto nacional e mobilização da categoria

A decisão final do STF terá repercussão geral e servirá como tese vinculante para milhares de processos judiciais em todo o país. Professores e sindicatos, como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), têm pressionado por uma decisão que garanta a valorização da carreira e evite o achatamento salarial entre os níveis mais altos da carreira docente.

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Tags: Alexandre de MoraesCristiano ZaninDias Toffolidireito trabalhistaeconomiaeducaçãoGilmar MendesJustiçaMECMinistério da EducaçãoPiso salarialpolíticaprofessoressão PaulospstfTJ/SP
Júlio Nesi

Júlio Nesi

Jornalista alagoano formado pela UFAL, já atuei em produção de conteúdo digital para portais, rádio e redes sociais.

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