Criado em 1991, o projeto Sea State foi idealizado pela Agência Espacial Europeia (ESA), e é um dos principais destaques de sua Iniciativa de Mudanças Climáticas (CCI).
Basicamente, a empreitada visa desenvolver um conjunto de dados abrangente do estado da superfície do oceano para análise climática, combinando dados de imagens de satélites e medições de campo.
E vale destacar que, mesmo com registros feitos no espaço, o Sea State conseguiu flagrar a passagem de ondas com uma altura média de quase 20 metros, que praticamente superam o tamanho de estruturas como a Esfinge de Gizé.
Os impressionantes dados foram recolhidos no final de 2024, durante o pico da tempestade Eddie, e revelaram a força dos ventos, que fizeram com que as ondas alcançassem o recorde de altura em mar aberto.
Além de registrar o marco, os dados também serviram para revelar que as ondulações oceânicas também atuam como uma espécie de “mensageiras” de tempestades, mostrando que mesmo sem chegar à costa, elas ainda podem causar destruição por conta de seus “efeitos colaterais”, como as gigantescas ondas.
CCI: entenda o foco do projeto envolvendo satélites da ESA
A principal intenção da CCI é utilizar dados de satélite para mapear e compreender o sistema climático da Terra, gerando registros globais de Variáveis Climáticas Essenciais (ECVs).
Com isso, são analisados fatores como temperatura, nível do mar e cobertura do gelo para fortalecer a compreensão científica do clima e apoiar a tomada de decisões a respeito das mudanças climáticas.
Além disso, o projeto tem como objetivo repassar protótipos de produtos de dados e sistemas de processamento para instituições que prestam serviços climáticos de forma contínua, como o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus (C3S).
Vale destacar que os produtos de dados podem ser facilmente acessados pela comunidade científica, uma vez que são disponibilizados gratuitamente por meio do Portal de Dados Abertos do CCI.




