A Meta anunciou, no início de junho, a expansão global do Business Agent, ferramenta de inteligência artificial que permite a qualquer empresa colocar um assistente para conversar com clientes dentro do WhatsApp, do Instagram e do Messenger.
Diferente de um chatbot tradicional, que segue um roteiro fixo de respostas, o agente entende a linguagem natural e conversa de forma parecida com a de uma pessoa real.
O lançamento foi feito no evento Conversations 2026, em Londres, e reuniu cerca de 1.500 participantes.
A partir de agora, qualquer negócio do mundo pode ativar a ferramenta sem precisar de um desenvolvedor. Mais de 1 milhão de empresas já usam o recurso semanalmente, segundo a Meta.

Como o agente conversa com o cliente
Funciona assim: a empresa cadastra informações como catálogo de produtos, horários de funcionamento e perguntas frequentes. A partir daí, o agente usa esses dados para responder dúvidas, recomendar produtos e até fechar vendas direto na conversa, sem que o cliente precise seguir um menu de opções pré-definidas.
Existem três formas de operação: no modo manual, a empresa continua respondendo tudo sozinha.
No modo de sugestões, a inteligência artificial prepara a resposta, mas só envia depois de aprovação humana.
Já no modo de participação total, o agente responde automaticamente, sem qualquer intervenção.
A Meta confirmou que o usuário sempre é avisado, no início da conversa, de que está falando com uma inteligência artificial, por meio de um indicador dentro do chat. A informação não se repete em cada mensagem, apenas no começo do diálogo.
Como chega no Brasil
A entrada na ferramenta é gratuita, mas a cobrança para pequenas e médias empresas começa a ser testada neste mês, marcando a primeira vez que a Meta cobra pelo WhatsApp Business, gratuito desde o lançamento em 2018.
O lançamento acontece em meio a uma disputa regulatória no Brasil. Em outubro de 2025, a Meta havia restringido chatbots de outras empresas dentro do WhatsApp.
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) suspendeu essa restrição em março, alegando abuso de posição dominante, e a Meta passou a cobrar das concorrentes US$ 0,0625 por mensagem processada no país desde 11 de março.



