O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou multa de R$ 20 mil a cada um dos seis homens identificados por agredir uma capivara na zona norte do Rio de Janeiro.
O caso ocorreu no último sábado (21), na orla do Quebra Coco, no bairro Jardim Guanabara, e gerou forte repercussão entre moradores e nas redes sociais.
A punição foi aplicada com base na legislação ambiental vigente e reflete o endurecimento das medidas contra maus-tratos a animais silvestres.
Segundo o Ibama, os seis envolvidos foram autuados com o valor máximo previsto para esse tipo de infração. Ao todo, oito pessoas participaram da agressão, incluindo menores de idade, que utilizaram barras de ferro e pedaços de madeira contra o animal.
Endurecimento das regras
A penalidade está alinhada a normas recentes que ampliaram o rigor contra crimes ambientais. Entre elas, está o decreto conhecido como “Justiça por Orelha”, que endurece as punições para casos de maus-tratos, com multas que podem variar de R$ 1.500 a R$ 50 mil, a depender da gravidade.

O episódio no Rio de Janeiro é um dos primeiros a aplicar, na prática, esse conjunto mais rigoroso de medidas, sinalizando uma mudança na resposta institucional a esse tipo de crime.
Estado do animal e resgate
A capivara sofreu ferimentos graves e foi encaminhada para atendimento especializado em um centro de recuperação de animais silvestres.
A intervenção de moradores da região foi fundamental para interromper as agressões e evitar consequências ainda mais graves.
Crimes ambientais e impacto social
Maus-tratos a animais configuram crime ambiental no Brasil e podem resultar não apenas em multas e em sanções penais.
Especialistas apontam que a aplicação efetiva das penalidades é essencial para reduzir a reincidência e fortalecer a proteção da biodiversidade.
A resposta das autoridades ocorre em meio à crescente pressão da sociedade por medidas mais rígidas contra a violência animal.
A expectativa é de que ações como essa contribuam para ampliar a conscientização e desencorajar práticas semelhantes, reforçando a responsabilidade coletiva na preservação da fauna.




