De acordo com estudos recentes, a sociedade brasileira vivenciou um massivo movimento de ascensão nos últimos anos, com grande parte da população passando a integrar a chamada “Classe C2”, que corresponde à classe média baixa no país.
O conceito, definido pela Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa (ABEP), estabelece que, ainda que não integrem a elite econômica, os cidadãos que integram esta faixa já estão acima da linha da pobreza, possuindo uma situação mais estável.
E vale lembrar que, embora este entendimento varie segundo diferentes institutos, um dos principais indicadores para definir em qual classe social cada pessoa se enquadra é a renda familiar total, resultante da soma dos ganhos de todos os moradores de uma residência.
Levando em conta os critérios da ABEP, este montante deve ficar acima de R$ 3.500 a R$ 4 mil para que uma família não seja considerada pobre, sendo este o marco inicial da Classe C2.
Os valores são considerados suficientes para arcar com despesas básicas e garantir alguma acessibilidade, assegurando assim uma vida mais confortável do que a de faixas mais baixas para os cidadãos.
Predomínio da Classe C: como famílias aumentam sua classe social?
É importante destacar que subir de classe social é um processo de longo prazo, que muitas vezes pode exigir que famílias alterem totalmente seus comportamentos para adquirir uma maior disciplina financeira.
Pesquisas recentes revelaram que, entre 2022 e 2024, cerca de 17,4 milhões de pessoas conseguiram melhorar sua situação, finalmente alcançando a Classe C. E vale ressaltar que este número segue aumentando.
Estima-se que, atualmente, 60,9% da população concentra-se principalmente na Classe C. Em contrapartida, as Classes D e E somadas representam apenas 21,8%, sendo este o maior nível da série histórica desde 1976, o que indica que uma significativa parcela do resultado alcançado está diretamente relacionado à ascensão social.




