As lagartixas são presenças comuns nos lares brasileiros, sendo mais vistas à noite, quando ficam ativas.
No país, existem mais de 70 espécies, e a mais frequente é a Hemidactylus mabouia, popularmente chamada de lagartixa-de-parede.
Muito além da aparência discreta, esses pequenos répteis exercem um papel fundamental no controle de pragas domésticas. Mas o que explica a preferência pelas residências e quais vantagens sua presença pode trazer para o ambiente doméstico?
Lagartixas, as guardiãs do equilíbrio doméstico
A presença dessas criaturas em ambientes urbanos está relacionada à busca por alimento, abrigo e calor. Elas são ativas à noite, caçando mosquitos, baratas pequenas e outros insetos.
Essa atividade é essencial para reduzir populações de pragas dentro das casas sem a necessidade de pesticidas. Ao eliminar esses insetos indesejados, as lagartixas ajudam a criar um ambiente mais saudável.
Além de contribuições ao controle de pragas, essas criaturas são escaladoras. Suas patas possuem lamelas adesivas que as permitem se mover facilmente por superfícies verticais, como paredes e tetos, otimizando a caça.
Lagartixas são perigosas?
As lagartixas são inofensivas aos seres humanos. Não transmitem doenças e nem tem veneno, desfazendo assim o mito de que são perigosas.
Com uma coloração que varia do cinza ao bege, a lagartixa-de-parede se camufla facilmente, permitindo que desempenhem discretamente seu papel no controle biológico.
Importância de aceitá-las em casa
Limitar a presença de lagartixas pode ser feito vedando frestas, mas compreender sua importância evitará o uso excessivo de pesticidas.
As lagartixas são agentes de controle biológico, e ao perceberem sua contribuição para o ecossistema doméstico, os moradores podem conviver harmoniosamente com esses répteis, promovendo um ambiente mais seguro.
Manter a casa limpa e iluminada também contribui para uma convivência pacífica com essas criaturas. Suas preferências por locais escuros e quentes indicam que a manutenção regular pode ajudar a controlá-las quando necessário, sem comprometer sua função ecológica.




