O governo do México informou que coordena protocolos de vigilância epidemiológica com Estados Unidos e Canadá no contexto da Copa do Mundo de 2026.
A declaração aparece na versão estenográfica da conferência da presidente Claudia Sheinbaum, publicada pelo governo mexicano em 26 de maio.
Na entrevista, o secretário de Saúde do México, David Kershenobich, afirmou que os países trabalham em protocolos específicos por causa do torneio. Além disso, ele citou medidas de segurança sanitária em articulação com os outros dois países-sede.
A medida ocorre após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar emergência de saúde pública de importância internacional para o surto de ebola pelo vírus Bundibugyo. A decisão envolve casos na República Democrática do Congo e em Uganda.
Canadá publicou avaliação de risco
A Agência de Saúde Pública do Canadá publicou uma avaliação sobre risco de importação de doenças infecciosas durante a Copa do Mundo de 2026.
O documento trata de eventos em Toronto e Vancouver, duas cidades-sede do torneio.
Segundo a agência canadense, os ebolavírus aparecem no grupo de patógenos com probabilidade muito baixa de importação.
Ainda assim, o documento prevê resposta de saúde pública caso as autoridades identifiquem um caso importado.
Além disso, a avaliação aponta que a transmissão dependeria de contato próximo com pessoas sintomáticas ou fluidos corporais. Por isso, o risco geral para participantes e visitantes segue relacionado a cenários específicos.
OMS recomenda vigilância reforçada
A OMS recomenda vigilância, rastreamento de contatos, diagnóstico rápido, isolamento de casos suspeitos e comunicação com comunidades afetadas.
Além disso, orienta que países adotem medidas proporcionais ao risco.
A Copa do Mundo de 2026 ocorrerá no Canadá, Estados Unidos e México. Portanto, os protocolos envolvem autoridades sanitárias, aeroportos, delegações, cidades-sede e organismos internacionais.
A informação principal, neste caso, não depende apenas de veículos jornalísticos. Ela aparece em documentos e declarações oficiais do governo mexicano, da agência canadense e da OMS.





