Já fazem quase 60 anos desde que a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA) levou o homem à Lua pela primeira vez. Todavia, desde então, o satélite natural da Terra não recebeu mais visitas humanas.
Só que isso pode mudar ao longo dos próximos anos, uma vez que a agência espacial estadunidense parece ter grandes planos para o corpo celeste, chegando até mesmo a anunciar um projeto histórico envolvendo-o.
Isso porque, nesta terça-feira (13), tanto a NASA quanto o Departamento de Energia dos EUA assinaram um memorando reafirmando o compromisso de construir uma usina nuclear na Lua até 2030 e, com isso, demonstrando interesse em estabelecer uma presença humana permanente.
Afinal, a estrutura servirá para fornecer energia às bases lunares, possibilitando assim a construção de estruturas para permanência prolongada no satélite natural. E a possibilidade de gerar eletricidade por longos períodos de forma independente consolidam os sistemas nucleares como uma opção estratégica.
Vale lembrar que, em dezembro do ano passado, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva determinando o início do projeto, que está relacionado ao programa Artemis, da NASA. Portanto, estima-se que os esforços serão intensificados para cumprir o cronograma.
Além da Lua: iniciativa da NASA pode possibilitar missões em Marte
É importante ressaltar que, além de abrir as portas para a colonização da Lua, a construção da usina nuclear também pode ser fundamental para pavimentar o caminho para a próxima fase da presença humana no espaço, que inclui explorar Marte.
Isso porque, além do encurtamento da distância da trajetória, a presença de recursos no satélite natural ainda dispensará retornos à Terra, tornando a viagem ao planeta vermelha muito mais prática e menos suscetível a erros.
No dia 6 de fevereiro, a NASA dará início à missão Artemis 2, que será fundamental para que o projeto da usina se concretize, pois servirá para testar diversos sistemas essenciais para garantir a segurança das próximas visitas humanas à Lua.




