A Petrobras anunciou um aumento expressivo no preço do querosene de aviação (QAV), que pode chegar a 56,3% em algumas regiões do país.
A medida acende um alerta entre companhias aéreas e consumidores, já que o combustível representa uma parcela significativa dos custos operacionais do setor.
Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), o QAV responde por cerca de 45% das despesas totais das companhias. Com isso, há possibilidade de que parte desse aumento seja repassada ao preço das passagens.
Passagens aéreas podem ficar mais caras
O reajuste pode impactar o valor das tarifas no Brasil. Em um cenário já marcado por oferta limitada de voos e menor número de promoções, a alta do combustível pode reduzir ainda mais a competitividade do mercado.
A Abear também alerta que o aumento pode dificultar a abertura de novas rotas e levar à redução da frequência de voos, afetando principalmente regiões com menor cobertura aérea.
Motivos para o reajuste
A Petrobras atribui o aumento à valorização do petróleo no mercado internacional e às oscilações cambiais. A política de preços da estatal segue parâmetros globais e prevê atualizações periódicas, acompanhando as variações externas.
Para amenizar os impactos imediatos, a empresa informou que oferece opções de parcelamento do reajuste para distribuidoras e companhias aéreas, como forma de reduzir a pressão no curto prazo.
Setor busca alternativas para reduzir impactos
Diante do cenário desafiador, empresas do setor aéreo têm buscado estratégias para conter os efeitos da alta, como renegociação com fornecedores, ajustes operacionais e revisão de rotas.
A expectativa é que, ao longo do ano, haja um equilíbrio gradual entre custos e tarifas, evitando um impacto mais severo para os passageiros.
Ainda assim, o aumento do QAV reforça a sensibilidade do setor aéreo às variações externas e destaca a importância de medidas que garantam maior estabilidade no mercado.




