Quando o cérebro percebe que uma atividade pode ser trabalhosa, estressante ou até ameaçar a autoestima, ele passa a acionar impulsos que levam à desistência de compromissos e à priorização de hábitos aparentemente mais prazerosos, configurando, assim, a procrastinação.
E embora o comportamento seja, por definição, uma espécie de mecanismo de defesa, pesquisas recentes revelaram que a procrastinação atingiu níveis alarmantes nos últimos anos, tendo se tornado um empecilho na vida de muitas pessoas.
Contudo, de acordo com especialistas, é possível contornar os efeitos deste hábito por meio da adoção de determinados métodos que, quando aplicados no dia a dia, reduzem a vontade de procrastinar.
Aplicados de forma isolada ou conjunta, os truques abaixo podem ajudar a “enganar” o cérebro, minimizando percepção negativa dos compromissos e, com isso, evitando que sejam adiados.
- Validar os sentimentos: reconhecer a dificuldade da tarefa para evitar sentimentos de culpa e a autopunição;
- Fragmentar a tarefa: se propor a cumprir objetivos mais alcançáveis relacionados ao compromisso central, principalmente no caso de tarefas mais complexas;
- Focar no processo: se atentar a cada etapa necessária para a conclusão do objetivo, e não apenas no resultado;
- Buscar apoio: se unir a pessoas que ajudem a manter compromissos;
- Remarcar datas: caso necessário, reavaliar a meta, ajustando-a para datas mais viáveis.
O que leva o cérebro a procrastinar? Confira as principais causas
Além de conhecer práticas para mitigar o hábito, também é fundamental entender os motivos que levam o cérebro a procrastinar. Por se tratar de um mecanismo de defesa, conforme mencionado anteriormente, dentre os principais, estão:
- Perfeccionismo;
- Medo do fracasso;
- Desmotivação;
Todavia, é importante ressaltar que o surgimento da procrastinação também pode ser influenciado tanto por questões comportamentais quanto por fatores externos, como:
- Falta de organização;
- Dificuldade de concentração ou problemas de saúde mental (ansiedade, TDAH);
- Sobrecarga de tecnologia;
- Impactos da pandemia de Covid-19, que afetou os conceitos de percepção de tempo e elevou níveis de estresse.




