Goldman Sachs, JPMorgan Chase e Citigroup vão liberar o home office temporariamente para os funcionários durante a Copa do Mundo 2026.
A decisão, confirmada pelo Financial Times, vale para os empregados nos Estados Unidos, Canadá e México e tem um motivo bem direto: o medo do caos no trânsito nas cidades-sede do torneio.
Só na região de Nova York e Nova Jersey, oito jogos acontecem no MetLife Stadium, em East Rutherford, incluindo a final de 19 de julho.
O estádio fica a 13 quilômetros de Manhattan e já tem logística complexa em condições normais, com centenas de milhares de torcedores circulando pelas cidades nas próximas semanas, o cenário vira um problema real de deslocamento para quem trabalha na região.
Um memorando interno do JPMorgan, analisado pelo Financial Times, confirma que a política se aplica a todos os funcionários nos três países-sede. Goldman Sachs e Citi adotaram medida parecida: os empregados podem solicitar autorização para trabalhar de casa nos dias de jogo, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.
A ironia de quem mais resistiu ao home office
David Solomon, CEO do Goldman Sachs, chamou o home office de “aberração” em 2021.
Jamie Dimon, do JPMorgan, criticou o trabalho remoto numa reunião interna no ano passado. Os dois bancos foram dos primeiros em Wall Street a exigir o retorno presencial após a pandemia.
Agora, os mesmos executivos reconhecem que o modelo serve como ferramenta de ajuda no dia-a-dia. O Citi, que mantém política híbrida desde a pandemia, vai na mesma direção e incentivou especificamente os funcionários nas cidades-sede a ficarem em casa durante o torneio.
Transporte sob pressão
O trem entre a Penn Station, em Manhattan, e a Secaucus Junction, em Nova Jersey, próxima ao MetLife Stadium, terá acesso restrito a portadores de ingresso nas quatro horas anteriores a cada jogo. Para o resto dos passageiros, a linha simplesmente não estará disponível nesse período.
O paralelo com os Jogos Olímpicos de Londres 2012 aparece como referência: na época, previsões de colapso no transporte circularam antes do evento.
O impacto real acabou menor do que o esperado. Ainda assim, governos e empresas das cidades-sede optaram por não arriscar desta vez.



