Uma pesquisa realizada pela Serasa, em parceria com o instituto Opinion Box, revela que o custo médio mensal das famílias do Brasil é de R$3.520, abrangendo despesas com moradia, alimentação, transporte, saúde, educação e lazer.
O levantamento traz ainda um panorama das desigualdades regionais, mostrando como diferentes áreas do país impactam o orçamento familiar e reforçando a importância de ajustes financeiros de acordo com a realidade local.
A pesquisa entrevistou mais de 6.000 brasileiros, permitindo mapear o peso das despesas e mostrar que muitos enfrentam desafios significativos devido ao alto custo de vida.
Brasil: Desigualdades regionais nos custos mensais
O estudo destaca grandes diferenças entre as regiões brasileiras. No Sul, o custo médio mensal chega a R$3.940, enquanto no Nordeste é consideravelmente menor, em torno de R$2.760.
A diferença se torna ainda mais evidente ao analisar o gasto com moradia: R$1.310 no Sul, comparado a R$800 no Nordeste. Esses números refletem não apenas a variação do custo de vida, mas também fatores econômicos e culturais próprios de cada região.
A realidade no orçamento familiar
Segundo a pesquisa, 57% do orçamento médio das famílias é destinado a despesas essenciais, como moradia e alimentação.
No Paraná, o custo de vida mensal pode chegar a R$4.300. No Rio Grande do Sul, o gasto médio é de R$3.360, próximo à média nacional, mas ainda é desafiador para muitas famílias.
O Centro-Oeste registra despesas médias de R$590 em infraestrutura e serviços, enquanto as contas recorrentes apresentam valor médio de R$520 em todo o país.
Despesas além do básico
Além das necessidades essenciais, lazer, educação e saúde também pesam no bolso dos brasileiros. O gasto médio nacional com lazer é de R$340, mas cai nas regiões Norte e Nordeste.
Em educação, o Sudeste apresenta despesas mais altas, refletindo o investimento regional em formação e qualificação. O preço dos produtos de supermercado é mais elevado no Sul, enquanto o Nordeste oferece valores mais acessíveis.
Mesmo diante da pressão financeira, a migração para outras cidades como estratégia para reduzir despesas não é comum. Apenas uma pequena parcela dos entrevistados considera a mudança como alternativa para equilibrar o orçamento.




