Pesquisadores descobriram cepas resistentes de Escherichia coli (E. coli) em aves no Orquidário Municipal de Santos, São Paulo. As amostras foram coletadas no início de setembro.
As bactérias, comuns em infecções humanas, estavam presentes em um urubu e uma coruja, ambos sem sinais clínicos de infecção. Tal descoberta é preocupante para a saúde pública, principalmente para indivíduos com sistema imunológico comprometido.
Os genes de resistência, localizados em elementos genéticos móveis, foram detectados no trato intestinal das aves. Esses elementos podem transferir resistência a outras bactérias, mesmo aquelas nunca antes expostas a antibióticos.
A origem da ameaça
O urubu tinha acabado de chegar ao centro quando a presença de E. coli foi detectada. Possivelmente, adquiriu a bactéria em ambientes urbanos.
A coruja, há uma década no local, recebeu antibióticos no passado, tornando difícil identificar o momento da contaminação. Ambas as aves estavam incluídas em um estudo que testou 49 animais do orquidário.
Significado maior da descoberta
A resistência antimicrobiana ocorre quando bactérias adquirem genes em elementos genéticos móveis, como plasmídeos e integrões, que circulam entre bactérias de diferentes espécies.
Isso destaca a importância crítica de vigilância constante e medidas preventivas, mesmo em locais sem contato direto com antibióticos.
Necessidade de protocolos
A pesquisa enfatiza a implementação de protocolos rigorosos nos centros de reabilitação para prevenir a disseminação dessas bactérias. Medidas incluem testagens na admissão dos animais e intervenções de descolonização antes da reintrodução na natureza.
Até o momento, os dados coletados servirão de base para futuras diretrizes no monitoramento epidemiológico e na proteção da fauna e da saúde pública. O estudo destaca a necessidade de investimento contínuo em pesquisa e controle de resistência bacteriana em ambientes diversos.




