A temida conta de luz chega para todos a cada mês, com variantes que mudam o valor, não apenas pelo consumo do usuário, mas também pela “bandeira” aplicada naquele período. Acontece que os cidadãos podem comemorar, pois a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) confirmou que irá manter a bandeira azul no mês de abril.
De acordo com um comunicado divulgado pela agência, a bandeira será mantida devido às chuvas registradas nos últimos dias. O volume das chuvas vem ajudando a manter os reservatórios das usinas hidrelétricas e tira a necessidade de intensificar as termelétricas.
O país está sob a bandeira verde desde o mês de janeiro. Sendo a tarifa mais baixa, a bandeira verde não impõe nenhum custo extra para o cidadão brasileiro.
Por que não aumentou?
No caso, a ANEEL utiliza o sistema de bandeiras para aumentar a arrecadação a depender do custo da manutenção da eletricidade no país. No cenário atual, as hidrelétricas são significativamente mais baratas que outras alternativas “de emergência” como a termelétrica.
De acordo com dados de 2024, o custo de geração de energia hidrelétrica é, em média, mais vantajoso, enquanto o acionamento de térmicas aumenta o valor da conta de luz. No caso, o custo médio das hidrelétricas é de cerca de R$ 296 megawatts-hora (MWh) e das termelétricas, R$ 478,9/MWh.
O custo das termelétricas pode aumentar ainda mais a depender do combustível usado.
Quais as diferenças entre os tipos de geração de energia?
A diferença entre a hidrelétrica e a termelétrica está na forma de geração de energia. A hidrelétrica é uma forma de energia renovável que usa a força da água corrente para mover turbinas e gerar energia. Enquanto isso, a termelétrica é uma forma não renovável que queima combustíveis como carvão, biomassa e óleo diesel para gerar energia.
Por padrão, a ANEEL prioriza o uso das hidrelétricas para geração de energia por usar uma fonte renovável, mas como as usinas dependem das chuvas e de corrente de rios, a termelétrica vira opção em emergências.
O que é o sistema de bandeiras?
O mecanismo das bandeiras tarifárias foi implementado no ano de 2015 e, desde então, é usado pela ANEEL. Esse sistema visa atualizar de forma dinâmica os valores pagos pela população pelo uso de energia elétrica. Ou seja, os custos da energia elétrica variam conforme os custos da geração de energia aumentam ou diminuem.
Cada bandeira tem uma cor e representa uma tarifa diferente sobre a conta de luz; são elas:
Bandeira Verde: Condições favoráveis. Sem acréscimo na conta;
Bandeira Amarela: Condições menos favoráveis. Adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos;
Bandeira Vermelha – Patamar 1: Condições mais custosas. Adicional de R$ 4,463 a cada 100 kWh;
Bandeira Vermelha – Patamar 2: Condições críticas. Adicional de R$ 7,877 a cada 100 kWh.




