O Ministério dos Transportes implementou uma medida significativa que pode transformar o cenário rodoviário, principalmente no que diz respeito à cobrança de pedágio, no Rio Grande do Sul.
No último dia 17, uma nova portaria foi publicada oficialmente no Diário Oficial da União. O documento autoriza um estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental para a nova concessão das rodovias BR-116 e BR-392, atualmente geridas pela Ecovias Sul.
Esta iniciativa visa eliminar uma das tarifas de pedágio mais caras do Brasil, que atualmente é de R$19,60 por veículo de passeio. A intervenção é urgente, já que o contrato atual com a Ecovias Sul está programado para terminar em março de 2026.
Expectativas para a nova concessão
A administração cobre um trecho de 457,3 km, essencial para o transporte de mercadorias na região sul do país. A expectativa é que esta nova concessão traga uma reestruturação que motive a redução de custos.
A meta é substituir praças físicas por sistemas eletrônicos avançados, que prometem reduzir o impacto financeiro. Além de alterações na tarifa, a modernização das rodovias incluirá melhorias como ampliação de faixas e avanços na segurança viária.
Essas ações são essenciais para fomentar a competitividade econômica da região, facilitando o escoamento de produtos agrícolas, industriais e portuários.
Impacto econômico regional
O alto custo atual do pedágio representa um peso significativo para a logística e transporte no sul do Brasil. A redução das tarifas pode aliviar a carga financeira de empresas e motoristas.
Com a diminuição nos custos operacionais, as transportadoras poderão ofertar preços mais competitivos, local e internacionalmente. A infraestrutura melhorada deverá facilitar o tráfego e aumentar a segurança, beneficiando diretamente os habitantes locais.
Próximos passos
O foco atual está na conclusão do processo de concessão e seleção de uma nova empresa responsável. Durante esta fase, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) assumirá a manutenção das rodovias. Há a previsão de que o novo leilão ocorra até o final de 2026, determinando assim o novo gestor das vias.
A transição será monitorada de perto, com o envio de documentação à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), para garantir que as diretrizes sejam seguidas e beneficiem a infraestrutura e a economia local.




