O período da Segunda Guerra Mundial foi marcado por grandes turbulências globais, sendo particularmente adverso para a Alemanha, que à época estava sob o domínio do partido Nazista.
Por conta disso, durante anos, o país adotou uma postura mais pacifista e passou a reduzir seus gastos militares. Entretanto, em 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, a Alemanha acabou decidindo reverter essa política.
E vale destacar que, dentre as nações européias, o país foi o que adotou a postura mais radical, considerando que suas Forças Armadas, conhecidas como Bundeswehr, podem receber bilhões de euros em financiamento.
O governo alemão aprovou recentemente uma grande reforma no freio constitucional da dívida para liberar os recursos, e assim permitir a realização de investimentos estratégicos para modernizar sua área de defesa.
Com seu orçamento estimado em 100 bilhões de euros (R$ 636 bilhões), a Alemanha atingiu o quarto maior orçamento de defesa do mundo, segundo estimativas do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo. Porém, o governo já revelou planos de aumentar ainda mais os gastos.
Alemanha vai entrar em guerra? Entenda os investimentos do país
Apesar dos expressivos investimentos na área militar, não há nenhum indício de que a Alemanha pretenda se envolver em algum dos conflitos vigentes, como a guerra entre Israel e Palestina ou a já citadada disputa entre a Rússia e Ucrânia.
Contudo, o objetivo principal do reforço nas estratégias de defesa é preparar o país para eventuais conflitos militares em larga escala, que podem ser motivados pelas guerras anteriormente mencionadas, e assim garantir proteção efetiva à segurança nacional e população civil.
Além disso, a Alemanha também estaria se empenhando em aumentar sua autossuficiência de defesa, considerando que, em um cenário de conflito, as autoridades nacionais acreditam que não poderiam contar integralmente com o apoio de aliados como os Estados Unidos.




