O furto de energia elétrica alcança níveis preocupantes no Rio de Janeiro, com mais de 100 prisões em flagrante registradas apenas em 2025. De acordo com a Enel Rio, houve um aumento de 17% nos casos em relação ao ano anterior.
A prática ilegal, conhecida como “gato”, concentra-se principalmente em municípios como São Gonçalo, Niterói, Rio das Ostras, Angra dos Reis e Paraty, onde operações de fiscalização têm sido intensificadas.
Impactos na segurança e na economia
Segundo a concessionária, o crime pode resultar em pena de um a quatro anos de reclusão. Em casos que envolvem infraestruturas críticas, como redes de dados e sistemas ferroviários, a punição pode chegar a oito anos.
Embora o cenário seja mais preocupante no Rio de Janeiro, o problema se estende a outras regiões do país.
Consequências para consumidores e comerciantes
Além dos riscos legais, o uso de ligações clandestinas pode gerar prejuízos financeiros a médio e longo prazo. Comerciantes que recorrem à prática, por exemplo, ficam sujeitos a multas altas e processos judiciais.
Para os consumidores regulares, o impacto também é direto: o custo da energia desviada acaba sendo repassado às tarifas. Além disso, instalações irregulares aumentam o risco de curtos-circuitos, incêndios e acidentes fatais.
Reforço na fiscalização e combate ao crime
A Polícia Civil tem aumentado as operações em parceria com a Enel Rio, com foco na identificação e desarticulação de redes de furto.
As ações incluem o uso de tecnologias para detectar irregularidades no consumo e a realização de inspeções em áreas com maior incidência.
As operações mais frequentes têm resultado não apenas em prisões, mas também no aumento das notificações e regularização de unidades consumidoras.
Conscientização e próximos passos
Autoridades também têm investido em campanhas de conscientização, alertando a população sobre os riscos e as penalidades associadas ao furto de energia.
A colaboração dos cidadãos, por meio da denúncia de práticas suspeitas, é considerada fundamental no enfrentamento do problema.
O tema segue no radar das autoridades, que avaliam possíveis aprimoramentos na legislação e nos sistemas de monitoramento.
A expectativa é de que, com fiscalização e maior conscientização, seja possível reduzir a incidência do crime e seus impactos sobre a sociedade.




