Um estudo aponta que o impacto do vírus Oropouche no Brasil pode ser muito maior do que indicam os registros oficiais.
Segundo pesquisas publicadas em revistas científicas internacionais, a doença já teria infectado cerca de 5,5 milhões de pessoas no país ao longo das últimas décadas.
Os dados contrastam com os números oficialmente notificados, pouco mais de 30 mil casos recentes, e indicam que a circulação do vírus é mais silenciosa e disseminada do que se imaginava.
Subnotificação preocupa especialistas
Os pesquisadores estimam que, para cada caso confirmado, podem existir até 200 infecções. Essa diferença ocorre, principalmente, porque grande parte dos pacientes apresenta sintomas leves ou semelhantes aos de outras doenças, como dengue e chikungunya, o que dificulta o diagnóstico.
Além disso, o acesso limitado a serviços de saúde em regiões mais afetadas, como a Amazônia, contribui para que muitos casos não sejam registrados oficialmente.
Doença vai além da região amazônica
Historicamente concentrado no Norte do país, o vírus Oropouche tem apresentado expansão geográfica nos últimos anos.
Estudos indicam que surtos recentes alcançaram diferentes estados, ampliando a preocupação das autoridades sanitárias.
A cidade de Manaus, por exemplo, é considerada um dos principais polos de disseminação, devido à sua conexão com outras regiões do Brasil.
Sintomas e riscos do Oropouche
A febre do Oropouche é uma arbovirose transmitida principalmente por insetos e provoca sintomas como febre, dor de cabeça, dores musculares e mal-estar, quadro semelhante ao de outras infecções virais, como gripe.
Embora a maioria dos casos seja leve, a doença pode evoluir para complicações mais graves, incluindo problemas neurológicos.
Alerta para saúde pública
Diante da dimensão revelada pelos estudos, especialistas têm reforçado a necessidade de aumentar a vigilância epidemiológica e investir em estratégias de prevenção e controle.
O cenário indica que o vírus Oropouche, até então pouco conhecido do público, pode representar um desafio crescente para a saúde pública no Brasil e em outros países da América Latina, exigindo atenção semelhante à dedicada a outras arboviroses mais conhecidas.





