Um dos destaques brasileiros mais recentes no mundo do audiovisual é o filme “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, que chegou nas telonas em 6 de novembro de 2025 e está até hoje em alguns cinemas do país e do mundo, se tornando a produção brasileira mais recente a ser nomeada para o Oscar, que apesar de ter perdido nas quatro categorias em que foi indicado, segue como um dos filmes que mais geraram impacto internacional na história recente do cinema nacional.
O longa brasileiro estrelado por Wagner Moura custou um total de R$28 milhões e, desse valor, R$19 milhões vieram do Brasil. Já o restante, R$9 milhões, vieram de uma coprodução internacional com França, Alemanha e Holanda. Do valor brasileiro desta conta, 60% dele (R$ 11,4 milhões) vieram dos cofres públicos e em dois baldes: o Fundo Setorial Audiovisual (FSA) e a Lei do Audiovisual.
O maior investidor público foi o FSA, que pôs R$7,5 milhões no filme, além de R$750 mil para distribuição, já a Lei do Audiovisual investiu R$3,75 milhões. O resto dos R$7,6 milhões restantes vieram do setor privado.
Retorno e bilheteria
O filme teve um investimento caro se considerar o padrão brasileiro, mas modesto para o padrão internacional, apesar disso, O Agente Secreto teve um retorno muito maior: US$17,9 milhões (cerca de R$94,2 milhões) no mundo, segundo informações do Box Office Mojo. Apesar do valor, este número ainda está subdimensionado pois ainda não contou a bilheteria de alguns países, incluindo os EUA.
Dos R$94,2 milhões arrecadados, R$50,63 milhões foram apenas nos cinemas brasileiros, tendo registrado cerca de 2,36 milhões de espectadores no país. Apesar do filme já está em cartaz há 18 semanas e estreou no streaming da Netflix em 7 de março, ainda foram registradas13,7 mil pessoas indo ver o longa nas telonas em uma semana.
Com a bilheteria registrada no Brasil, o filme retornou 4,4 vezes o valor gastos pelos cofres públicos em sua produção, se levar em consideração o retorno global, foram 8,3 vezes, sem contar a receita do streaming (Netflix), o mercado externo que ainda não foi contabilizado e o retorno de imagem/turismo ao país.
Apesar da vasta bilheteria, por fins de comparação, O Agente Secreto ainda registrou retorno (e gastos) menores que o ganhador do Oscar “Ainda Estou Aqui”, que segundo o Box Office Mojo, acumulou US$27,4 milhões, equivalente a aproximadamente R$160,5 milhões e teve um gasto de pelo menos R$40 milhões, mas segundo fontes, teve investimento 100% privado pela Globoplay, na França da Arte Cinema, em coprodução entre a Videofilmes e a produtora francesa Mact Productions, além de pré-vendas internacionais realizadas pela GoodFellas e do investimento da Library Pictures.




