Um estudo apresentado durante a Semana Europeia de Gastroenterologia, realizada em Berlim, na Alemanha, revelou impactos preocupantes dos refrigerantes zero na saúde do fígado.
A pesquisa, conduzida por especialistas do UK Biobank, acompanhou 123.788 participantes durante um período de mais de 10 anos.
Os resultados indicaram um aumento de até 60% no risco de desenvolver a Doença Hepática Esteatótica Associada à Disfunção Metabólica (MASLD) com o consumo dessas bebidas.
Refrigerantes zero e saúde hepática
Os refrigerantes zero, frequentemente vistos como alternativas mais saudáveis devido ao menor teor calórico, mostraram-se mais prejudiciais ao fígado do que os refrigerantes tradicionais.
Enquanto estes últimos aumentam o risco de doenças hepáticas em 50%, as versões zero elevam esse risco em 60%, contrariando a ideia de que são opções mais seguras para a saúde.
A pesquisa foi rigorosamente fundamentada em dados daqueles que inicialmente não apresentavam problemas no fígado.
Perigos dos adoçantes artificiais
Os adoçantes artificiais utilizados nos refrigerantes zero são um dos principais vilões identificados neste estudo.
Mesmo quando consumidos em níveis moderados, como uma lata por dia, eles foram associados a um aumento no risco de morte por doenças hepáticas.
Especialistas explicam que esses adoçantes podem alterar o microbioma intestinal e aumentar a secreção de insulina, processos que contribuem para o acúmulo de gordura no fígado.
Água: a melhor alternativa
Os pesquisadores investigaram formas de mitigar esses riscos. Substituir refrigerantes, sejam eles zero ou açucarados, por água pode reduzir significativamente o risco de doenças hepáticas.
Trocar refrigerantes açucarados por água diminuiu o risco em 12,8%, enquanto a substituição de refrigerantes zero por água reduziu o risco em 15,2%.
Perspectivas
Enquanto o estudo traz à tona informações valiosas, os pesquisadores enfatizam a necessidade de investigações contínuas.
O foco será no entendimento detalhado dos efeitos dos componentes dos refrigerantes no microbioma intestinal e na saúde do fígado.
A recomendação atual é que o consumo de refrigerantes zero não seja considerado seguro, e que a moderação seja aplicada ao consumo de qualquer tipo de refrigerante.




