O México deu um passo significativo ao aprovar, no início deste ano, uma emenda constitucional que reduzirá a jornada de trabalho semanal de 48 para 40 horas.
Essa medida, aprovada pelo Congresso mexicano, tem como objetivo melhorar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional no país. A implementação será gradual, começando com uma redução inicial em 2027 e completando-se até 2030.
A decisão coloca o México ao lado do Equador e do Chile na adoção de jornadas de trabalho mais curtas na América Latina.
Enquanto o Equador vem praticando essa realidade há décadas, o Chile iniciou uma transição semelhante, que deverá ser concluída até 2028.
Impacto esperado no bem-estar dos trabalhadores mexicanos
Estudos realizados em países como Suécia e Islândia indicam que jornadas mais curtas podem aumentar o bem-estar e a produtividade dos trabalhadores.
A redução das horas de trabalho no México deve trazer benefícios semelhantes, aliviando o estresse e aumentando a satisfação no trabalho.
Além disso, espera-se que empregadores sejam incentivados a buscar formas mais eficientes de operar sem recorrer a longas jornadas de trabalho.
A implementação da nova jornada começará ainda este ano e pode enfrentar desafios. Entre eles, está a necessidade de garantir que a transição não prejudique a produtividade das empresas, o que requer negociações entre empregadores e empregados.
Comparações regionais
Outros países da América Latina ainda mantêm jornadas mais longas. No Brasil, Guatemala, El Salvador e Argentina, a carga horária semanal varia entre 44 e 48 horas.
Contudo, assim como no México, há debates e propostas de reformas em andamento para reduzir essas cargas, ilustrando uma tendência regional de busca por melhores condições de trabalho.
No Brasil, dois projetos de emenda constitucional propõem a redução da jornada, incluindo o fim da escala 6×1.
Futuro da legislação trabalhista
A redução das jornadas de trabalho na América Latina segue uma tendência global de priorizar a qualidade de vida dos trabalhadores.
Enquanto o México avança para essa realidade, o impacto completo das novas jornadas será observado gradualmente, com expectativa de melhorias a partir de 2030.





