Carboidrato não precisa sair da dieta de quem quer emagrecer. O problema costuma estar menos no nutriente em si e mais no tipo de alimento, na quantidade e no padrão alimentar como um todo.
O Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, recomenda que a base da alimentação seja formada por alimentos in natura ou minimamente processados. Nesse grupo entram arroz, feijão, milho, raízes, tubérculos, frutas, legumes e verduras.
O erro está no corte radical
Cortar carboidratos de forma rígida pode até reduzir o peso em alguns casos, mas nem sempre cria uma rotina sustentável. Além disso, muitos alimentos ricos em carboidratos também entregam fibras, vitaminas, minerais e saciedade.
O próprio guia de bolso do Ministério da Saúde orienta incluir cereais, tubérculos e raízes nas refeições, com preferência para grãos integrais e alimentos em preparações simples. O documento também valoriza o arroz com feijão como combinação tradicional e saudável.
Quais carboidratos podem ajudar
O arroz, principalmente quando combinado com feijão, pode fazer parte de uma dieta equilibrada. A dupla oferece energia, proteína vegetal e fibras, além de sustentar melhor a saciedade.
Batata, mandioca, milho e inhame também entram nessa conta. Eles são fontes de energia e funcionam bem quando aparecem cozidos, assados ou em preparações com poucos ingredientes.
A aveia merece destaque por causa das fibras. Revisões sobre grãos integrais apontam associação provável entre consumo de alimentos integrais e melhores medidas de peso corporal, embora o efeito varie conforme o padrão da dieta.
Frutas não são inimigas
Frutas também carregam carboidratos, mas não devem ser tratadas como vilãs. Elas entregam fibras, água, vitaminas e compostos importantes para a alimentação diária.
Por isso, a recomendação do Ministério da Saúde não é trocar comida de verdade por produtos “zero carbo”. O caminho mais seguro é reduzir ultraprocessados e manter alimentos simples, variados e bem distribuídos ao longo do dia.
O alerta maior recai sobre carboidratos ultraprocessados. Refrigerantes, biscoitos recheados, salgadinhos, bolos industrializados e cereais açucarados concentram açúcar, gordura, aditivos e alta densidade calórica.





