A Itália enfrenta uma greve no setor aéreo, que resultou no cancelamento de cerca de 300 voos na última quinta-feira (26).
A paralisação, convocada por sindicatos que representam trabalhadores das companhias aéreas Ita Airways e EasyJet, busca pressionar pela renovação dos contratos de trabalho expirados e por melhores condições de trabalho.
A adesão foi alta, com uma parcela significativa de trabalhadores das companhias aéreas participando.
Aeroportos afetados
Aeroportos italianos, como o Leonardo da Vinci–Fiumicino e Milão Malpensa, foram afetados, enfrentando atrasos e cancelamentos de voos. A greve não só impactou voos domésticos, mas também prejudicou operações internacionais.
Com a alta adesão dos colaboradores, milhares de passageiros têm enfrentado remarcações e ajustes em seus itinerários de viagem. Os efeitos da greve ultrapassam o dia da paralisação, com expectativas de continuidade nos próximos dias.
Demandas dos sindicatos
Os sindicatos responsáveis pela greve exigem ajustes nos contratos de trabalho, incluindo pagamento justo de bônus por desempenho e a implementação de mudanças nos planos industriais das companhias. A expectativa é que, caso as demandas não sejam atendidas, novas paralisações possam surgir.
Impacto internacional
A greve não se limita às fronteiras italianas, afetando voos internacionais importantes, incluindo conexões entre a Itália e o Brasil.
Estima-se que ao todo, entre 25 mil e 27 mil passageiros foram afetados, gerando um desafio logístico significativo, obrigando os passageiros a manterem contato próximo com suas companhias aéreas para solucionar remarcações ou buscar reembolsos.
Futuras greves
Para além do setor aéreo, outras paralisações são esperadas para afetar o setor ferroviário, com greves planejadas entre hoje e o dia 28 (sábado). Este movimento deve agravar as disrupções já em andamento e pode impactar ainda mais o sistema de transporte italiano.
Estas greves abrangem empresas de ground handling (serviço de assistência em solo) e serviços auxiliares, que enfrentam agora uma maior pressão com o fortalecimento das mobilizações trabalhistas.




