Três estados brasileiros, Goiás, Sergipe e Rondônia, registraram aumento expressivo nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
Diante do avanço, as autoridades de saúde reforçaram a vigilância epidemiológica e passaram a adotar medidas emergenciais para conter a circulação do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e de outros agentes respiratórios.
Principais causadores e resposta dos estados
Além do VSR, o rinovírus e a influenza A têm papel relevante no cenário atual. O crescimento das infecções em crianças tem pressionado o sistema de saúde, com registros de lotação hospitalar, principalmente em Goiás e Sergipe.
Em Rondônia, destaca-se o impacto mais intenso da influenza A entre adolescentes e adultos. Para enfrentar o cenário, os estados ampliaram campanhas de vacinação, reforçaram orientações à população e intensificaram ações de conscientização para reduzir a transmissão.
Sintomas das infecções
SRAG
- Febre alta;
- Tosse persistente;
- Dor de garganta;
- Dificuldade para respirar ou falta de ar;
- Respiração rápida ou ofegante;
- Dor ou pressão no peito;
- Cansaço intenso;
- Lábios ou extremidades arroxeadas (em casos mais graves).
Sinais de alerta em crianças
- Chiado no peito;
- Recusa para se alimentar;
- Irritabilidade ou sonolência excessiva;
- Afundamento das costelas ao respirar;
- Narinas muito abertas durante a respiração.
VSR
- Coriza;
- Tosse;
- Febre baixa ou moderada;
- Espirros;
- Diminuição do apetite;
- Cansaço.
Sintomas de alerta (principalmente em bebês e crianças pequenas)
- Chiado no peito;
- Respiração rápida ou com esforço;
- Afundamento das costelas ao respirar;
- Narinas abrindo muito ao respirar;
- Pausas na respiração (em recém-nascidos);
- Dificuldade para mamar ou se alimentar.
Rinovírus
- Coriza e congestão nasal;
- Espirros;
- Dor de garganta;
- Tosse leve;
- Dor de cabeça;
- Mal-estar;
- Febre baixa.
Em crianças
- Irritabilidade;
- Diminuição do apetite;
- Febre mais frequente do que em adultos.
Influenza A
- Febre alta (acima de 38 °C);
- Calafrios;
- Dor de cabeça intensa;
- Dor no corpo e nas articulações;
- Cansaço acentuado;
- Tosse seca;
- Dor de garganta;
- Coriza ou congestão nasal.
Em crianças
- Febre alta repentina;
- Prostração;
- Vômitos ou diarreia;
- Tosse persistente.
Medidas de prevenção
Com o aumento dos casos, especialistas recomendam a adoção de medidas preventivas, como higiene frequente das mãos, ventilação adequada dos ambientes e atenção redobrada à limpeza doméstica.
A atualização das vacinas de rotina é fundamental para reduzir o risco de complicações. Os cuidados também devem ser reforçados em escolas e locais de grande circulação.
Em crianças, sintomas como febre persistente, dificuldade respiratória e cansaço excessivo exigem monitoramento atento, com busca por atendimento médico em caso de agravamento.
Estratégias futuras
As autoridades seguem acompanhando a evolução dos casos e estudando novas estratégias para mitigar o impacto das infecções respiratórias.
Com planejamento coordenado, fortalecimento da rede de saúde e participação da população, a expectativa é reduzir os índices de infecção nos próximos meses e preparar o sistema para possíveis novas ondas.




