A Prefeitura de Belo Horizonte (MG) intensificou as ações de combate à dengue, zika e chikungunya por meio da remoção de veículos abandonados nas ruas da capital mineira.
A iniciativa já resultou na retirada de cerca de 1.500 carros, eliminando possíveis pontos de acúmulo de água parada, ambiente ideal para a proliferação do Aedes aegypti.
A medida ganha ainda mais relevância durante o período chuvoso, quando o risco de surtos aumenta.
Foco nos bairros com maior incidência
A operação está concentrada em regiões com maior número de veículos abandonados, como Estoril, Nova Suíça, Prado e Barreiro. Esses locais apresentam alto potencial para se tornarem criadouros do mosquito.
A participação da população tem papel decisivo. Por meio do Portal de Serviços da prefeitura, moradores podem denunciar veículos abandonados, contribuindo para a eficácia da operação.
Como funciona a remoção
Após a denúncia, a BHTrans realiza uma vistoria no local. O proprietário do veículo é então notificado e tem até cinco dias úteis para fazer a retirada.
Caso não haja resposta, o carro é removido para um pátio. Se permanecer sem resgate por 60 dias, pode ser levado a leilão. Além de reduzir riscos à saúde pública, o processo também ajuda a melhorar a organização urbana.
Estratégia baseada em dados
A ação é sustentada por dados que indicam a eficácia da eliminação de criadouros no combate ao mosquito. Mais de 12 mil solicitações de remoção já foram registradas, reforçando a importância de medidas ambientais integradas às políticas de saúde.
A iniciativa envolve diferentes áreas da administração pública, unindo esforços de setores como saúde e urbanismo.
Resultados e perspectivas
Os resultados iniciais são considerados positivos, com redução significativa nos casos de dengue em 2025 em comparação a 2024.
A continuidade desse avanço, no entanto, depende da manutenção das ações e do engajamento constante da população.
A operação demonstra como a colaboração entre poder público e sociedade pode gerar impactos concretos no enfrentamento de problemas complexos de saúde urbana.




