A morte de bovinos em propriedades rurais de Mato Grosso do Sul é investigada pela Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) e pode ter relação com hipotermia causada pela onda de frio no estado.
Segundo informações divulgada, mais de 80 bois e vacas morreram em ao menos cinco fazendas, enquanto o órgão apura as ocorrências e orienta pecuaristas a reforçarem cuidados com o rebanho.
Frio intenso preocupa
A Iagro já havia emitido alerta, em 8 de maio, sobre o risco de hipotermia em rebanhos durante frentes frias em Mato Grosso do Sul.
De acordo com a agência condições climáticas extremas representam risco maior quando combinam frio intenso, chuva e ventos fortes por períodos prolongados.
O órgão também informou que recebeu notificações de mortes de animais associadas à hipotermia em 2023 e 2024, principalmente em bovinos. Em 2025, não houve registros oficiais desse tipo de ocorrência, segundo a Iagro.
Animais mais vulneráveis
A hipotermia ocorre quando o animal perde calor corporal de forma intensa e não consegue manter a temperatura adequada.
O risco aumenta em bovinos debilitados, mal nutridos, muito jovens, idosos ou expostos sem proteção contra vento e chuva.
Além disso, a ausência de abrigo, falhas na suplementação alimentar e áreas de pasto sem barreiras naturais podem agravar a situação.
Em períodos frios, o animal precisa gastar mais energia para manter o corpo aquecido, o que exige atenção especial à alimentação.
Orientação aos produtores
A Iagro recomenda que pecuaristas ofereçam abrigo contra intempéries, mantenham suplementação adequada, observem animais mais sensíveis e acionem assistência veterinária diante de sinais de fraqueza, tremores, apatia ou dificuldade de locomoção.
Também é importante comunicar casos suspeitos aos órgãos de defesa sanitária. Dessa forma, a investigação consegue diferenciar mortes por frio de outras possíveis causas, como intoxicação, doenças infecciosas ou problemas de manejo.
Até a conclusão oficial, a principal suspeita segue ligada ao impacto das baixas temperaturas sobre o rebanho. O alerta, portanto, busca reduzir novas perdas durante a continuidade da frente fria.





