Apesar de sua influência sobre o movimento de estrelas e galáxias ser amplamente conhecida, a matéria escura ainda é um dos grandes mistérios da astronomia. Porém, um fenômeno singular pode auxiliar na busca por respostas.
Isso porque, conforme revelado por um estudo publicado na revista Physical Review Letters, um brilho difuso de raios gama localizado próximo ao centro da Via Láctea pode ter surgido justamente por conta da ação desta substância.
Mais especificamente, cientistas acreditam que o fenômeno, que foi identificado pelo telescópio Fermi Gamma-ray Space, da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA), pode ter surgido por conta da colisão de partículas de matéria escura.
Vale ressaltar que a substância não absorve, não reflete e nem emite qualquer forma de luz, o que torna sua detecção extremamente desafiadora. Inclusive, até então, sua existência vinha sendo sustentada com base em seus efeitos gravitacionais no Universo.
Contudo, pesquisas futuras sobre o brilho da Via Láctea deverão utilizar recursos avançados, como o Cherenkov Telescope Array Observatory, em construção no Chile, para determinar se os efeitos observados podem ser atribuídos à matéria escura.
Matéria escura não é a unica justificativa para brilho na galáxia
A colisão de partículas de matéria escura vem sendo defendida por diversos pesquisadores como a possível origem do brilho na Via Láctea por alimentar esperanças de solucionar um dos maiores enigmas do Universo. Contudo, ela não é a única hipótese em discussão.
Alguns cientistas acreditam que as emissões de raios gama podem, na realidade, estar sendo produzidas por estrelas de nêutrons, que giram centenas de vezes por segundo e emitem luz em todo o espectro eletromagnético.
Em entrevista ao portal Reuters, o cosmólogo Joseph Silk, que é um dos autores do novo estudo, afirmou que ambas as hipóteses possuem argumentos plausíveis a seu favor. Contudo, ainda assim ele exaltou a que revela a ação da matéria escura.




