Para muita gente, existe uma noção de qual seria a “hora certa” de casar e ter filhos. Algumas pessoas planejam ter isso na casa dos 20, outras nos 30, mas a ciência mostra uma mudança nesse comportamento. Um levantamento divulgado em 2025 pelo Pew Research Center revelou que esse consenso ainda persiste, mas está mudando rápido.
Segundo o estudo, a idade considerada ideal para o casamento é por volta dos 27 anos. Para o primeiro filho, o número sobe um pouco: a média apontada pelos entrevistados é de 28 anos. Ou seja, a janela “esperada” para essas grandes decisões segue concentrada entre os 25 e os 30.
No entanto, o levantamento mostra uma transformação em curso. Um número crescente de pessoas está escolhendo postergar essas decisões, priorizando carreira, estabilidade financeira e desenvolvimento pessoal antes de pensar em família.
Para os estudiosos, essa mudança reflete uma reorganização de valores em que a independência e o autoconhecimento ganham espaço antes do compromisso com outra pessoa ou com a parentalidade.
A queda do “roteiro” da vida adulta
O que o estudo deixa claro é que a entrada na vida adulta deixou de seguir um modelo único. As trajetórias pessoais se tornaram mais flexíveis e passaram a refletir escolhas individuais em vez de obrigações sociais.
Isso significa que não existe mais uma única “resposta certa” para quando casar ou ter filhos. A melhor idade é, cada vez mais, aquela que faz sentido para a realidade e as prioridades de cada pessoa.
A mudança é geracional
Ao longo das diferentes gerações humanas, sejam baby boomers, millennials, geração X, alfa, Z, etc. Sempre houve “metas”; para ver exemplos disso, basta questionar nossos pais e avós. Nossos pais provavelmente casaram mais cedo do que nós, enquanto nossos avós se casaram ainda mais cedo que nossos pais.
Essas “metas” são culturais e também variam de país a país, mas são construções sociais que são desconstruídas a cada nova geração. A diferença é que no período atual, muitas pessoas passaram a tratar menos como “regra geral” e mais como algo a se adaptar à realidade.
Além do mais, pesquisas sociais também falam sobre a influência econômica nesses planos. Enquanto bisavós nossos podiam comprar casas por valores como R$ 10.000, hoje em dia a moradia própria teve o preço inflacionado para a casa dos seis dígitos, o que torna esse “sonho” inalcançável para muitos. Isso é destacado neste vídeo:
Especialistas destacam que essa situação gera uma desesperança e cinismo nas gerações mais novas que, em contrapartida, escolhem não investir em casamentos, filhos e comprar como casa e carro que antes eram considerados “marcos” na vida.




