Mantido pelo comitê da organização Boletim dos Cientistas Atômicos da Universidade de Chicago desde 1947, o Relógio do Apocalipse é um recurso simbólico que serve para ilustrar o quão perto a humanidade pode estar da extinção.
E vale destacar que, nesta terça-feira (27), ele se tornou assunto em todo o mundo por conta do mais recente avanço de seus ponteiros, que alcançaram a menor distância já registrada em toda a sua história.
Reprogramado para 85 segundos para a “meia-noite”, o Relógio do Apocalipse ficou quatro segundos abaixo da média de 2025, que havia registrado 89 segundos. E a escalada de conflitos globais e mudanças climáticas são as principais justificativas para o resultado.
Afinal, nos últimos meses, países como os Estados Unidos, a Rússia, Israel e diversos outros igualmente importantes adotaram posturas mais radicais e agressivas e passaram a investir ainda mais em armamento e em guerras.
Além disso, de acordo com especialistas, o nível de dióxido de carbono na atmosfera chegou a 150% dos níveis pré-industriais, o que resultou em aumentos de temperatura e do nível do mar. Com isso, o avanço dos ponteiros foi inevitável.
Cientistas ressaltam que Relógio do Apocalipse pode “voltar no tempo”
É importante destacar que o Relógio do Apocalipse não é, necessariamente, um medidor preciso do fim do mundo, mas sim um artifício para estimular conversas sobre soluções para evitar que isso aconteça.
E de acordo com o Boletim dos Cientistas Atômicos, para reverter a situação atual do relógio, as seguintes ações se destacam como melhores alternativas:
- Limitar de arsenais nucleares, respeitar às normas sobre testes de explosivos e evitar investimentos massivos em defesa;
- Cooperar em medidas para reduzir o uso e o avanço nocivo de inteligências artificiais;
- Incentivar a adoção de energias renováveis, reduzindo definitivamente o uso de combustíveis fósseis;
- Dialogar sobre a incorporação de IAs nas Forças Armadas, implementando diretrizes significativas.
Vale lembrar que o Relógio do Apocalipse é ajustado anualmente. Portanto, caso as medidas destacadas sejam adotadas ainda este ano, é provável que os ponteiros recuem até 2027.




