O ônibus espacial Columbia decolou em 16 de janeiro de 2003 para uma missão científica de 16 dias a bordo da STS-107. No retorno, em 1º de fevereiro, a aeronave se desintegrou durante a reentrada atmosférica e todos os sete tripulantes morreram.
A causa foi um bloco de espuma isolante que se desprendeu do tanque externo durante a decolagem e atingiu a borda dianteira da asa esquerda.
O impacto abriu uma brecha nos painéis de carbono reforçado que protege a estrutura do calor extremo da reentrada.
Conforme o relatório da Columbia Accident Investigation Board (CAIB), criada pela NASA para investigar o desastre, os detritos de espuma eram um problema conhecido antes do acidente.
O fenômeno de “desprendimento de detritos” era monitorado há anos, mas considerado “aceitável” pela gestão da agência.
O que o CAIB descobriu
O relatório final do CAIB, divulgado em 26 de agosto de 2003, concluiu que a tragédia resultou de falhas técnicas e organizacionais.
A cultura de segurança da NASA, segundo o documento, “não refletia a realidade” e repetia padrões que já tinham contribuído para o desastre do Challenger, em 1986.
Durante a missão, engenheiros da NASA chegaram a solicitar imagens de satélite do Departamento de Defesa para avaliar possíveis danos na asa. A solicitação, contudo, foi cancelada pela própria gestão da NASA 90 minutos depois de chegar aos canais corretos do DOD.
O relatório da CAIB incluiu 29 recomendações, sendo 15 obrigatórias antes de qualquer retorno ao voo. Entre elas estavam a eliminação de espuma da região do bipé do tanque externo e a instalação de aquecedores elétricos para evitar acúmulo de gelo na estrutura.
Quem eram os sete astronautas
A tripulação era composta por Rick Husband (comandante), William McCool (piloto), Michael Anderson, Kalpana Chawla, David Brown, Laurel Clark e Ilan Ramon, o primeiro israelense a ir ao espaço.
Segundo a NASA, os astronautas provavelmente sobreviveram à desintegração inicial, mas perderam a consciência em segundos, quando a cabine perdeu pressão.
O Columbia foi o segundo ônibus espacial perdido pela NASA, após o Challenger em 1986. Juntos, os dois acidentes mataram 14 astronautas e levaram ao encerramento definitivo do programa de ônibus espaciais em julho de 2011, após 135 missões ao longo de três décadas.





