Durante anos, acreditou-se que o núcleo interno do planeta Terra, feito de ferro e níquel, era perfeitamente sólido. Porém, um estudo recente, publicado na revista científica Nature Geoscience, alterou totalmente esta perspectiva.
De acordo com o que foi analisado, a fronteira externa do núcleo mudou de forma de maneira perceptível ao longo de décadas. Com isso, especialistas passaram a considerar que, na realidade, ele possui uma superfície mais “mole” e “viscosa”.
Para chegar a esta conclusão, cientistas analisaram dados de ondas sísmicas, geradas por terremotos ao redor do mundo. E segundo o professor de ciências da Terra na Universidade do Sul da Califórnia, John Vidale, foram percebidas diferenças nos padrões.
Isso porque elas apresentaram características inesperadas ao passar pelo núcleo interno, que jamais seriam observadas caso ele fosse uma esfera metálica completamente rígida.
Entre as explicações mais aceitas para o fenômeno, o Dr. Vidale e outros especialistas apontam causas como os fluxos turbulentos do núcleo externo e a atração gravitacional de áreas mais densas do manto.
Mudanças na forma do núcleo da Terra pode explicar variações na rotação
Há alguns anos, geofísicos vêm relatado que o núcleo interno não acompanha a mesma velocidade de rotação que o restante da Terra, chegando até mesmo a apresentar movimento divergente em relação ao das camadas externas.
Com a nova descoberta, os cientistas podem ter encontrado mais uma possibilidade para justificar o fenômeno, embora a ação do núcleo externo e das forças gravitacionais ainda sejam a principal explicação.
De qualquer modo, especialistas concordam que as novas pesquisas não serão as últimas sobre o tema. Inclusive, o próprio Dr. Vidale deixou claro que a análise mais recente ainda não é uma certeza absoluta.
“Temos bastante confiança na nossa interpretação, mas este não é um estudo à prova de falhas” afirmou o cientista (via O Globo).




