Publicado anualmente pelo Instituto para Economia e Paz (IEP), o Índice Global da Paz é um relatório que classifica centenas de estados e territórios independentes com base em indicadores como segurança social, conflitos internos e externos e militarização, como os lugares mais tranquilos do mundo.
Neste ano, o relatório foi publicado em junho e, apesar das previsões de destaque para determinados países, a liderança coube a uma nação europeia com mínima projeção midiática.
Isso porque a Islândia, que é um território insular situado no oceano Atlântico Norte, conseguiu se manter no topo, quase gabaritando os indicadores do IEP. E os principais fatores para isso incluem:
- Baixa criminalidade e militarização: além de não possuir forças armadas, o país ainda conta com baixíssimos índices de criminalidade e um controle de armas extremamente eficiente;
- Confiança social: o alto nível de confiança nas instituições e entre os cidadãos resulta em ótimos índices de segurança;
- Políticas de paz positiva: ao promover políticas de igualdade de gênero, reforçar o sistema educacional e desenvolver estruturas voltadas para o benefício da sociedade, a Islândia inibe o sentimento de hostilidade na sociedade;
- Estabilidade: o bem-estar social robusto, reforçado pelo acesso gratuito a serviços públicos e ótimas oportunidades de trabalho geram resultados positivos;
- União: apesar de pequena, a população da Islândia é extremamente unida, o que fortalece ainda mais a confiança na sociedade.
Desafios na Islândia: dificuldades do lugar mais tranquilo do mundo
Apesar das qualidades que o consagraram novamente como o lugar mais tranquilo do mundo pelo IEP, a Islândia também enfrenta alguns desafios que, embora não ofusquem o histórico do país, afetam bastante seus residentes. São eles:
- Custo de vida elevado: a localização do país pode impactar severamente nos preços de aluguel e bens de consumo;
- Clima: os longos invernos, com poucas horas de sol e temperaturas mais baixas, podem incomodar muitas pessoas;
- Infraestrutura de transporte: o transporte interno depende principalmente das rodovias, reduzindo as escolhas para os cidadãos;
- Mercado de trabalho: embora hajam oportunidades vantajosas, o mercado de trabalho da Islândia pode não agradar a todos.




