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Inacreditável! Múmias de 7.000 anos descobertas do deserto do Saara desafiam toda a história da humanidade

Por Milena Armando
23/09/2025
Em Geral
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Inacreditável! Múmias de 7.000 anos descobertas do deserto do Saara desafiam toda a história da humanidade

Foto: XTravel

O deserto do Saara revelou uma descoberta científica intrigante: múmias com DNA desconhecido foram encontradas no abrigo rochoso de Takarkori, no sudoeste da Líbia.

Com uma idade de aproximadamente 7.000 anos, essas múmias revelam uma linhagem humana não anteriormente identificada. 

Liderados pelo arqueogeneticista Nada Salem, do Instituto Max Planck, cientistas analisaram o DNA para compreender essa misteriosa população.

Análise genética

A análise genética mostrou que essas múmias não possuem ancestrais subsaarianos conhecidos. No Período Úmido Africano, quando o Saara era uma savana cheia de vida, essa população manteve-se em isolamento genético. 

A linhagem divergiu das populações subsaarianas cerca de 50 mil anos atrás, indicando um isolamento geográfico significativo.

Implicações genéticas incomuns

Estudos revelaram que a população de Takarkori apresentava níveis inferiores de DNA neandertal comparados a grupos não africanos, mas possuíam mais desses traços do que outros grupos africanos da época. 

Esse padrão peculiar sugere interações esparsas com populações externas à África, influenciadas possivelmente pelas características naturais da região que atuaram como barreiras de contato.

Redefinindo a história do Saara

De forma inesperada, as descobertas propõem que o Saara não era a rota de migração entre as populações subsaarianas e do norte da África. Pelo contrário, o pastoreio e outras tradições culturais parecem ter se propagado através de trocas culturais, e não de migrações em massa. 

Este fato se reflete na presença de práticas artesanais sofisticadas, como a manufatura de cerâmica e utensílios, sugerindo um intercâmbio cultural sem significante troca genética.

Conexões com a Caverna Taforalt

Os habitantes de Takarkori compartilham conexões genéticas com os forrageiros da Caverna Taforalt, no Marrocos, que datam de 15 mil anos atrás. 

Essa ligação corrobora a ideia de que a interação genômica com tribos subsaarianas era limitada, mesmo em tempos onde as condições ambientais eram favoráveis para contato. A conexão histórica entre essas populações amplia a percepção sobre o desenvolvimento humano na região.

As descobertas no Saara ganharam atenção pela potencial revelação de segredos sobre nossas origens. Cientistas continuam a investigar, esperando descobrir mais elementos escondidos pela areia do deserto, um local que, apesar dos desafios de preservação, se mostra promissor para achados arqueológicos significativos.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Tags: descobertadeserto do saaramúmias
Milena Armando

Milena Armando

Jornalista, redatora e revisora.

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