Investigadores da Espanha central encontraram uma descoberta intrigante no abrigo de San Lázaro, em Segóvia. Trata-se de uma impressão digital humana datada de cerca de 43 mil anos.
Este achado levanta novas questões sobre a capacidade simbólica dos neandertais. Utilizando técnicas forenses modernas, a equipe confirmou que a marca é autêntica e pertencente a um neandertal.
Descoberta arqueológica inédita
A impressão digital, identificada como a mais antiga já registrada, foi encontrada em uma rocha que apresentava um ponto vermelho central de pigmento. Essa marca foi aplicada de forma deliberada, sugerindo que os neandertais tinham interesse em criar arte simbólica.
Este achado desafia a visão de que apenas Homo sapiens possuíam essa capacidade, adicionando uma nova dimensão ao entendimento sobre a criatividade dos neandertais.
A pesquisa também sugere que os neandertais eram capazes de simbolizar e imaginar, evidenciando uma complexidade cognitiva anteriormente subestimada.

Implicações para a arqueologia
A descoberta na Espanha acrescenta uma nova camada de compreensão sobre as habilidades culturais dos neandertais. A análise multiespectral, que revelou detalhes finos da impressão digital, solidifica sua autenticidade no registro arqueológico.
Os pigmentos utilizados são semelhantes aos encontrados em outros artefatos rituais, o que sugere que tais práticas eram mais comuns entre os neandertais do que se pensava.
Este achado coloca em questão antigas percepções sobre a exclusividade dos Homo sapiens em termos de expressão artística e simbolismo cultural. Evidências como o uso de pigmento vermelho em rituais fortalecem o argumento de que os neandertais tinham uma cultura simbólica rica e variada.
Reescrevendo a história cognitiva
Com a impressão digital, a linha entre neandertais e humanos modernos se torna ainda mais tênue. A capacidade de destacar um rosto em uma pedra com pigmento sugere uma habilidade de percepção abstrata e artística significativa para a época. Este fato é um passo importante na revisão das capacidades cognitivas dos neandertais.
O achado estimula novas escavações e pesquisas em locais habitados por neandertais, incentivando uma busca mais detalhada por vestígios de simbolismo e arte que anteriormente podem ter passado despercebidos.




