Pesquisadores da Fiocruz detectaram o subclado K do vírus influenza H3N2 em uma amostra coletada em Belém (PA), em novembro.
Esse subclado é uma evolução do H3N2, vírus responsável pela chamada “gripe K”, e sua identificação não resultou em transmissão local até o momento. A amostra analisada foi originária de uma paciente estrangeira das Ilhas Fiji.
Como parte da mesma família do H3N2, o subclado K não é um novo vírus, mas uma derivação genética do influenza A. As preocupações surgiram devido à rápida disseminação da variante em continentes como Europa e América do Norte.
Quais os sintomas da gripe H3N2?
Na maioria dos casos, a doença se manifesta com sintomas semelhantes aos de outros tipos de gripe. Os principais são:
- Febre alta com início súbito;
- Dor de cabeça;
- Dores articulares;
- Congestão nasal;
- Inflamação da garganta e tosse.
Impacto global do subclado K
A Organização Mundial da Saúde (OMS) já alertou sobre a intensa circulação do subclado K, destacando uma nova dinâmica global da influenza.
A rápida disseminação provocou inícios antecipados das temporadas de gripe, principalmente no hemisfério norte.
Estudos apontam que, por enquanto, o vírus não apresenta virulência superior, mas seu impacto na saúde pública ainda está sendo monitorado.
Medidas de prevenção e vigilância
Com o aumento de casos, as campanhas de vacinação ganharam impulso para imunizar grupos vulneráveis, como idosos e crianças. A vacina continua a ser a principal ferramenta, mesmo com as mutações do subclado K.
As autoridades de saúde no Brasil intensificam medidas como uso de máscaras e lavagem das mãos, que são fundamentais para limitar a disseminação de infecções respiratórias.




