A operação de repatriação dos passageiros e tripulantes do cruzeiro MV Hondius, afetado por um surto de hantavírus, entrou na reta final. Partindo da ilha espanhola de Tenerife, 94 pessoas de 19 nacionalidades diferentes já embarcaram em voos de volta para casa. A conclusão está prevista para esta segunda-feira (11), quando os dois últimos grupos deixam a Espanha e o navio zarpa rumo aos Países Baixos.
A ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, acompanhou as operações no porto de Granadilla de Abona e descreveu o processo como “tranquilo e seguro”. Ao todo, 23 nacionalidades estão sendo repatriadas.
O que aguarda os repatriados em seus países de origem?
Apesar da maior parte dos passageiros estar assintomática, todos foram classificados pelas autoridades sanitárias como contatos de alto risco. Por isso, a chegada em casa não significa o fim das restrições. Segundo informações divulgadas sobre o caso, a maioria dos grupos deve ser colocada em quarentena ao retornarem a seus países.
Os britânicos, por exemplo, pousaram em Manchester e devem permanecer isolados por até 72 horas próximo a Liverpool. Os espanhóis foram direto para um hospital militar em Madri. Já os americanos são a exceção: o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) informou que a quarentena não é obrigatória para esse grupo.
No entanto, vale ressaltar que a decisão da CDC gerou ressalvas do próprio diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, que reforça a importância da quarentena para impedir possíveis surtos do vírus.
Uma nota de atenção também surgiu no domingo (10) quando um dos passageiros franceses repatriados apresentou sintomas, segundo comunicado do primeiro-ministro da França.
O que se sabe sobre o vírus e o surto
O Hondius partiu de Ushuaia, na Argentina, no início de abril. Até o momento, a OMS contabiliza seis casos confirmados e três mortes, todas entre passageiros europeus. O hantavírus é considerado raro e não tem vacina disponível.
Apesar das ressalvas com o posicionamento do CDC americano, o diretor-geral da OMS esteve pessoalmente em Tenerife e reiterou que o risco para a saúde pública em geral permanece baixo, elogiando a cooperação entre os países envolvidos na operação.




