Quem convive com a doença de Parkinson ou tem um familiar com o diagnóstico sabe o quanto o avanço dos sintomas pesa no dia a dia. No entanto, a ciência já aponta um tratamento antigo, mas essencial para evitar essa evolução dos sintomas: a atividade física.
Neurologistas especialistas no tema reforçam que o exercício deixou de ser apenas uma recomendação genérica e passou a ser tratado como uma prescrição funcional no tratamento.
Segundo a neurologista Roberta Saba, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e especialista em Transtornos do Movimento e Parkinson, estudos recentes indicam que a prática de exercícios pode ser a única intervenção capaz de modificar, parcialmente, o curso da doença. O foco principal está no equilíbrio e na marcha do paciente.
Por que o exercício faz diferença no Parkinson
O Parkinson é uma doença neurodegenerativa progressiva, o que significa que tende a piorar com o tempo. O que os especialistas observaram é que pacientes que mantêm uma rotina de atividades físicas apresentam desaceleração nos sintomas motores, especialmente os relacionados ao equilíbrio e à forma de caminhar.
Para os especialistas, esse impacto é importantíssimo. Isso se dá pelo fato de que quedas e dificuldade de locomoção estão entre os maiores riscos enfrentados por quem tem a doença em estágio avançado. Logo, trabalhar esses aspectos desde o início do diagnóstico pode preservar a autonomia do paciente por mais tempo.
Além dos exercícios, a alimentação também é importante
Além dos exercícios, a mudança de hábitos alimentares é parte essencial do tratamento. Pacientes com Parkinson costumam desenvolver obstipação intestinal, problema que pode interferir diretamente na absorção dos medicamentos especializados em tratar a doença.
Por isso, especialistas recomendam uma dieta rica em fibras, com boa ingestão de água. Combinada à atividade física, essa mudança de estilo de vida pode contribuir para uma evolução mais lenta do quadro, segundo os neurologistas.
O que mais está sendo estudado?
No campo de novas terapias, pesquisadores avaliam tratamentos que vão além do controle de sintomas. Uma das perspectivas mais citadas é o uso de células-tronco produtoras de dopamina implantadas no cérebro.
O procedimento foi aprovado para estudos no Japão e, segundo resultados publicados na revista científica Nature, pacientes apresentaram melhora após dois anos de acompanhamento.
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