Uma série de operações policiais deflagradas nesta semana contra a pirataria de colecionáveis da Copa do Mundo de 2026 resultou na apreensão de equipamentos industriais, centenas de milhares de figurinhas falsas e na prisão de envolvidos em esquemas de falsificação em uma gráfica no município de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo.
As investigações apontam que os criminosos lucravam com a venda de álbuns completos por valores irrisórios, explorando a alta demanda dos torcedores durante a Copa do Mundo de 2026.
Flagrante em gráfica
Nesta semana, policiais do Grupo de Operações Especiais (GOE) e da Delegacia Especializada de Investigações Criminais (DEIC) invadiram uma gráfica em São José do Rio Preto. De acordo com a corporação, a ação foi motivada por uma denúncia anônima sobre a produção ilegal de figurinhas do torneio mundial, imitando as produzidas pela Panini.
No local, os agentes flagraram o responsável pelo estabelecimento e apreenderam máquinas de impressão, insumos gráficos e computadores contendo arquivos digitais com as imagens dos jogadores prontas para reprodução.
Segundo a polícia, o esquema divulgava e vendia os produtos via redes sociais, oferecendo o “álbum completo” por aproximadamente R$ 200. Devido a isso, o proprietário da gráfica foi conduzido à delegacia para prestar depoimento e responder por violação de direitos autorais e propriedade intelectual.
Alerta de pirataria
Após o caso, as autoridades legais emitiram um alerta para ajudar o público a identificar itens falsificados, destacando que o preço significativamente abaixo do mercado é o principal indicador de falsificação. Enquanto completar o álbum oficial pode custar milhares de reais devido à raridade de certas peças, os produtos ilegais são vendidos como “solução completa” a preços fixos baixos.
A Polícia Civil de São Paulo (PC/SP) reforça que a compra de produtos falsificados, além de financiar o crime organizado e causar prejuízos bilionários aos cofres públicos e detentores de direitos, expõe o consumidor a materiais de baixa qualidade e sem garantia.
Outros métodos de “bater” o álbum
Com o início da fase de grupos da Copa do Mundo e o Brasil já ter feito sua estreia contra o Marrocos, diversos colecionadores começaram a “correr” para bater os álbuns, o que pode direcionar alguns à pirataria e até mesmo a furtar rótulos de Coca-Cola. No entanto, especialistas destacam que bater álbuns pode ser mais fácil do que parece.
Enquanto o cálculo para completar o álbum mostra que depender apenas de comprar figurinhas não é nada barato, especialistas apontam que ir a centros de troca pode ser uma grande ajuda e “barateador” no processo de coleção. A
Além disso, especialistas também destacaram que os cromos mais raros, os chamados “Legends”, são mais pesados que os “normais”. Devido a isso, alguns colecionadores têm levado balanças de precisão para as bancas com o objetivo de identificar quais pacotes têm figurinhas raras.




