No último domingo (22), uma onda de violência passou a tomar conta de diferentes regiões do México após a morte do narcotraficante Nemesio Rubén Oseguera Cervantes, popularmente conhecido como “El Mencho”, que liderava a organização criminosa Cartel de Jalisco Nova Geração.
E enquanto o governo local estuda estratégias para manter a população protegida, os consulados do Canadá e dos Estados Unidos decidiram emitir alertas de segurança para estrangeiros que estejam no território mexicano.
Em ambos os comunicados, os órgãos orientam que cidadãos norte-americanos permaneçam em suas residências e evitem trafegar em áreas com operações de segurança em andamento, além de acompanhar atualizações das autoridades locais.
O alerta serve principalmente para o estado de Jalisco, onde a facção comandada por “El Mencho” era sediada, mas também vale para regiões como Tamaulipas, Michoacán, Guerrero e Nuevo León, que foram atingidas por ações de criminosos.
Os consulados também ressaltaram que viajantes devem manter perfil discreto e, antes de se deslocarem a aeroportos, conferir a situação dos voos para confirmar se o cenário de violência pode estar causando impedimentos na região.
Quem era “El Mencho”: história do criminoso cuja morte abalou a segurança do México
Nascido em 17 de julho de 1966 na cidade de Aguililla, “El Mencho” nasceu na pobreza e, em meados da década de 1980, tentou imigrar para os Estados Unidos. Todavia, após ser preso diversas vezes, ele acabou optando por seguir o caminho do crime.
Após a prisão ou morte dos chefes do chamado “Cártel del Milenio”, “El Mencho” acabou conseguindo assumir a liderança. Porém, alguns anos mais tarde, ele fundou o temido o Cartel de Jalisco Nova Geração, que se tornou conhecido por seus atos de violência contra grupos rivais e forças de segurança.
Com isso, “El Mencho” acabou se tornando um dos criminosos mais procurados do continente americano. Todavia, depois de anos, ele acabou sendo morto durante uma operação liderada pelas forças armadas do México.
E é importante ressaltar que nem mesmo a morte do narcotraficante foi suficiente para frear a violência que ele promovia, já que, conforme mencionado anteriormente, as reações do CJNG ao ocorrido têm espalhado terror pelas ruas do país.




