O governo da Coreia do Sul anunciou que passará a impor um teto para os preços dos combustíveis no mercado interno a partir desta sexta-feira (13).
Segundo informações divulgadas pela imprensa local e por autoridades econômicas do país, o limite máximo estabelecido para o preço da gasolina no atacado será de 1.724 won por litro, valor inferior ao praticado anteriormente.
O governo informou que esse teto poderá ser revisado a cada duas semanas, de acordo com a evolução dos preços internacionais do petróleo.
A decisão foi tomada após a recente disparada do preço do petróleo no mercado internacional, impulsionada principalmente por tensões e conflitos no Oriente Médio, que têm afetado a oferta global de energia e pressionado os custos de combustíveis em diversos países.
Medidas para evitar falta de combustível
Além do controle de preços, o governo sul-coreano também anunciou medidas para garantir o abastecimento interno.
Refinarias serão obrigadas a liberar pelo menos 90% do volume mensal de derivados de petróleo que distribuíram no mesmo período do ano anterior, evitando o acúmulo de estoques.
Outra ação prevista é a oferta de apoio financeiro às refinarias que possam sofrer perdas por causa do limite de preços, buscando evitar que a medida comprometa a oferta de combustíveis no país.
Dependência energética aumenta preocupação
A decisão também reflete a vulnerabilidade energética da Coreia do Sul, que depende de importações. Estimativas indicam que cerca de 70% do petróleo e 20% do gás natural liquefeito consumidos no país vêm do Oriente Médio, tornando a economia particularmente sensível a crises na região.
Autoridades afirmam que o controle temporário dos preços busca proteger consumidores e reduzir pressões inflacionárias, evitando que a alta do petróleo se traduza rapidamente em aumento do custo de vida para a população.
Especialistas destacam que intervenções desse tipo são raras no país e que a iniciativa marca uma das primeiras vezes em quase três décadas que o governo sul-coreano adota um mecanismo direto de controle de preços sobre combustíveis para conter impactos econômicos.




