O avanço do streaming no Brasil está redesenhando o consumo de mídia e reduzindo a distância histórica em relação à TV aberta tradicional.
Pesquisas de mercado indicam que as plataformas de vídeo sob demanda (VOD) já respondem por quase 40% do consumo em lares brasileiros, pressionando emissoras abertas e por assinatura a reverem suas estratégias.
Para 2026, a expectativa é de um salto nos investimentos em direitos esportivos pelas plataformas digitais, com cifras bilionárias e empresas como a Amazon Prime Video entre as protagonistas desse movimento.
TV aberta: Mudança no comportamento do público
O crescimento do streaming reflete uma transformação nos hábitos dos espectadores, que priorizam flexibilidade, conteúdo sob demanda e acesso multiplataforma.
A projeção global aponta para um aumento de 6% nos investimentos em conteúdo, alcançando cerca de US$ 101 bilhões em 2026. Enquanto isso, a chamada TV linear, aberta e por assinatura, ainda concentra a maior fatia do consumo, mas enfrenta uma perda gradual de espaço.
Eventos esportivos ao vivo tornaram-se uma das principais estratégias das plataformas para atrair e fidelizar assinantes, reforçando o streaming como um canal relevante também para transmissões ao vivo.
Pressão sobre a TV aberta tradicional
A diferença entre o consumo de streaming e TV aberta já caiu para menos de 20 pontos percentuais. A TV por assinatura, por sua vez, encolhe de forma mais acelerada e hoje representa uma fração do consumo quando comparada às plataformas digitais.
Essa retração afeta a receita publicitária das emissoras, que precisam inovar em formatos, distribuição e presença digital para manter a relevância junto ao público.
O peso econômico do streaming
O streaming caminha para representar cerca de 40% de todo o mercado global de conteúdo até o fim de 2026. No Brasil, esse crescimento também levanta debates sobre a presença do conteúdo nacional nas grandes plataformas.
A discussão sobre regulação do setor ganha força, com propostas que buscam incentivar produções brasileiras e garantir maior visibilidade às obras locais dentro dos catálogos internacionais.
O que esperar para os próximos anos
À medida que o streaming se aproxima, e possivelmente ultrapassa, a TV tradicional em audiência, o mercado brasileiro de mídia entra em uma fase decisiva.
Emissoras, produtoras e anunciantes precisam adaptar suas estratégias a um público cada vez mais digital, exigente e habituado à liberdade de escolha.
Nesse novo cenário, investir em conteúdo relevante, inovação tecnológica e valorização da produção nacional deixa de ser diferencial e passa a ser essencial para a sobrevivência no setor.




