Os Estados Unidos e o Irã formalizaram, neste final de semana, um acordo definitivo de cessação de hostilidades, encerrando o conflito armado que interrompeu o fluxo energético global por quase quatro meses. O memorando de entendimento, mediado pelo Paquistão, estabelece o fim permanente das operações militares e a reabertura imediata do Estreito de Ormuz.
O anúncio foi confirmado simultaneamente pelo primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif e pelo presidente norte-americano Donald Trump, que declarou em suas redes sociais: “O acordo com a República Islâmica do Irã está agora completo”. A cerimônia oficial de assinatura está agendada para 19 de junho, na Suíça.
Quais são os termos do acordo?
O documento estabelece um cronograma para a implementação das medidas de paz. Os Estados Unidos se comprometeram a retirar imediatamente o bloqueio naval imposto aos portos iranianos e a retirar sua presença militar das áreas circundantes do Irã num prazo de 30 dias.
Em contrapartida, Teerã concordou com a reabertura imediata do Estreito de Ormuz a todas as embarcações comerciais, encerrando as restrições de trânsito vigentes desde março de 2026.
Além disso, um período de 30 dias foi estabelecido para a remoção completa de minas marinhas implantadas durante o conflito, sob supervisão internacional. A via marítima, que responde por aproximadamente 20% do fluxo global de petróleo, permaneceu fechada desde o início das hostilidades em fevereiro.
A reabertura da rota comercial pode normalizar o preço de diversos produtos no mercado internacional, especialmente o diesel.
Compromisso nuclear
Um dos pontos de destaque do acordo entre os países é que o Irã comprometeu-se, indefinidamente, a não produzir nem adquirir armas nucleares, evitando novas expansões de instalações bélicas que produzam esse tipo de arma.
Fontes diplomáticas indicam que o estoque de urânio enriquecido a 60% será diluído em solo iraniano sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), embora os mecanismos exatos de verificação ainda devam ser detalhados nas negociações dos próximos 60 dias.
Reações no mundo
A resposta internacional ao acordo foi predominantemente positiva. O Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, classificou o acordo como um “passo crítico” para uma resolução pacífica duradoura.
Já líderes dos países do Oriente Médio, incluindo Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar, expressaram apoio à iniciativa, embora tenham enfatizado a necessidade de garantias de segurança futuras e responsabilização pelos danos de guerra sofridos durante o conflito.
O Paquistão, que atuou como mediador do acordo de paz, também foi amplamente elogiado pela condução das negociações. O primeiro-ministro Sharif destacou o papel da diplomacia paquistanesa como “fator importantíssimo” para o sucesso do acordo.
O assunto também é explicado no vídeo abaixo:



