Em um anúncio conjunto divulgado nesta semana, a Sony Interactive Entertainment e a Rockstar Games afirmaram oficialmente que Grand Theft Auto VI trará sua experiência definitiva para o console PlayStation 5. A declaração, publicada no blog oficial da PlayStation às vésperas da abertura das pré-vendas, destaca uma “parceria próxima” entre as empresas.
Segundo Mary Yee, vice-presidente sênior de marketing da Sony, a versão do jogo para a plataforma da empresa “terá o melhor desempenho” ao aproveitar recursos imersivos proprietários. Entre as tecnologias citadas estão o feedback háptico avançado e os gatilhos adaptáveis do controle DualSense, que fornecerão resistência dinâmica e vibrações responsivas às ações dos protagonistas Jason e Lucia.
Além disso, o alto-falante integrado ao controle será utilizado para reproduzir efeitos sonoros específicos, um recurso não disponível na versão para Xbox Series X|S.
PS5 Pro e desempenho gráfico
Um dos principais pontos da parceria, segundo a Sony, é o desempenho gráfico. Enquanto a versão base do PlayStation 5 operará em um modo de fidelidade travado em 30 FPS com resolução dinâmica, o modelo PS5 Pro desbloqueará o potencial máximo do jogo.
Graças à tecnologia PlayStation Spectral Super Resolution, o console vai reconstruir imagens em 4K nativo usando inteligência artificial, mantendo uma taxa de quadros estável de 60 FPS mesmo com ray tracing ativado. Segundo especialistas, essa reconstrução via IA oferece a clareza visual de um PC de alta gama sem a perda de fluidez.
Polêmica da mídia física
O marketing com o PS5 acontece em um momento que a Rockstar Games vem sendo duramente criticada após anunciar uma medida sobre as mídias físicas do GTA 6. A empresa havia confirmado que as edições físicas de game, disponíveis nas prateleiras a partir de 12 de novembro, não conterão discos.
De acordo com a Rockstar Games, as caixas servirão apenas como invólucros para códigos de download. O motivo seria evitar vazamentos de dados e acesso antecipado ao jogo antes da data oficial de 19 de novembro de 2026.
A postura da empresa já levou grandes varejistas, como a rede canadense Video Games Plus, a recusarem a venda do produto, citando a desvalorização da propriedade física e a impossibilidade de revenda ou empréstimo.



