A unidade industrial da Isover, marca do grupo francês Saint-Gobain, localizada no bairro de Santo Amaro, na zona sul de São Paulo, terá suas atividades de fabricação encerradas em 31 de julho de 2026.
A decisão, confirmada por meio de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) assinado com o Ministério Público e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), põe fim a 75 anos de produção de lã de vidro no local, em meio a décadas de denúncias de impactos ambientais.
Por que está fechando?
De acordo com analistas, a paralisação é resultado de um longo histórico de reclamações da comunidade local. Moradores do entorno da fábrica, em operação desde 1951, relatam problemas crônicos de mau cheiro, ruídos excessivos e emissão de partículas.
O acordo judicial estabelece o fim da atividade industrial como medida para sanar esses passivos ambientais, melhorar a qualidade de vida na região e garantir que a empresa compense os moradores pelos problemas causados.
Destino dos funcionários
Apesar do fim da produção, o complexo industrial não será imediatamente demolido. Segundo o plano de transição, após julho de 2026, o galpão será convertido em um centro de distribuição para atender o mercado brasileiro, mantendo parte da operação logística no local.
Além disso, a retirada definitiva de equipamentos e a conclusão dos processos de remediação ambiental estão previstas para ocorrer até 2028. A empresa também deverá negociar as demissões de todos os colaboradores afetados.
Multinacional com mais de 9 mil funcionários
A Isover é considerada uma empresa de grande escala, presente em 39 países, a empresa conta com quase 10 mil colaboradores no mundo todo. Na fábrica que está fechando no Brasil, cerca de 150 pessoas estão empregadas direta e indiretamente e todas serão afetadas com o fechamento.
Apesar da empresa garantir que irá negociar os desligamentos, o impacto na cadeia de fornecedores indiretos ainda está sendo avaliado.



