Embora os exercícios físicos sejam amplamente reconhecidos como uma das melhores estratégias para retardar o envelhecimento, já que fortalecem o corpo e trazem benefícios até no nível celular, a prática regular não é simples para todos e um estudo surgiu para ajudar.
Contudo, de acordo com uma pesquisa publicada recentemente na revista Brain, Behavior and Immunity – Health, existe uma alternativa igualmente eficaz, mas muito mais prazerosa de se alcançar objetivos semelhantes.
Isso porque o estudo, desenvolvido por especialistas de três universidades dos Estados Unidos, apontou que manter boas relações sociais ao longo da vida pode ajudar a desacelerar o envelhecimento, especialmente em nível celular.
A análise, que foi feita com dados de mais de 2 mil adultos, considerou diversos tipos de relacionamentos positivos, incluindo laços familiares e conexões com a comunidade e grupos religiosos. E os resultados foram extremamente promissores.
Afinal, foi comprovado que o acúmulo destes vínculos não só reduz significativamente a idade biológica, como ainda mininimiza os riscos de desenvolvimento de doenças crônicas.
Estudo ressalta que resultados só são alcançados a longo prazo
É importante destacar que, de acordo com os cientistas, os efeitos das boas relações sociais sobre o envelhecimento não é imediato, mas sim cumulativo, se complementando ao longo do tempo.
Isso significa que os resultados positivos só começam a surgir a longo prazo, e não por meio de conexões instantâneas. Logo, o estudo ressalta a importância de preservar as relações para que seus efeitos benéficos sejam percebidos.
Por conta disso, o autor principal do estudo, Anthony Ong, comparou as conexões sociais como uma espécie de “aposentadoria”, que demanda um investimento precoce e consistente para garantir retornos significativos.
Sendo assim, para que a amizade possa de fato surtir efeitos positivos na saúde, é fundamental que ela seja duradoura, pois o tempo é um dos principais fatores para permitir que os benefícios se manifestem plenamente.




