Embora diversos projetos empenhados na legalização do uso da cannabis defendam que o uso da maconha causa prejuízos mínimos ao corpo, diversos estudos científicos apontam que, na realidade, a substância não é tão sadia assim.
Inclusive, uma nova pesquisa, apresentada nesta semana durante a Reunião Anual da Associação Europeia para o Estudo de Diabetes (EASD) em Viena, na Áustria, indicou a possibilidade do uso de cannabis aumentar o risco de diabetes tipo 2.
Liderados pelo médico Ibrahim Kamel, do Boston Medical Center, nos Estados Unidos, a equipe responsável pelo estudo identificou mais de 96 mil usuários de maconha com base em seus registros eletrônicos de saúde e comparou-os com dados de milhões de pacientes saudáveis.
A checagem então revelou que a taxa de novos casos de diabetes tipo 2 foi superior no grupo de consumidores de cannabis em comparação ao grupo de indivíduos sem alterações de saúde.
Estatisticamente, foi observado que consumidores da substância apresentaram até quatro vezes mais risco de desenvolver a doença, acendendo assim um importante alerta para os pacientes.
Maconha e diabetes: estudo precisa ser aprofundado
Por mais alarmante que tenha sido a descoberta, Kamel relembrou que ela foi obtida a partir de um estudo retrospectivo, que por sua vez, ainda não comprova totalmente que o uso de cannabis pode influenciar no surgimento da diabetes tipo 2.
Contudo, ele defendeu que a pesquisa ao menos já serve para entender os potenciais riscos à saúde da maconha, o que é extremamente relevante em tempos em que a substância tem se tornado socialmente aceita e amplamente disponível.
E vale ressaltar que não é apenas o cigarro de maconha que está no foco da análise, uma vez que os pesquisadores também procuram conhecer as consequências endócrinas de diferentes produtos e formatos da planta, como a cannabis comestível, além de entender mais sobre os efeitos da substância a longo prazo.




