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Estudantes brasileiros estão recriando um experimento milenar para medir o tamanho da Terra

O projeto visa repetir método criado há mais de dois mil anos por matemático grego

Por Júlio Nesi
23/03/2026
Em Geral
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Escolas de diferentes regiões do Brasil estão participando do Projeto Eratóstenes Brasil, uma iniciativa educacional que propõe algo incomum para uma sala de aula: usar sombras para calcular o tamanho do planeta. O projeto repete, com materiais simples, um método criado há mais de dois mil anos pelo matemático grego Eratóstenes, que no século III a.C. estimou a circunferência da Terra sem sair do lugar.

A metodologia segue a lógica original. Cada escola posiciona uma haste vertical no chão, ao meio-dia solar, e mede o comprimento da sombra projetada. Com essa medida e a distância geográfica entre as escolas participantes, é possível calcular o ângulo formado pelos raios solares e, a partir daí, estimar a circunferência do planeta usando geometria básica. Quanto mais distantes as escolas parceiras, mais preciso tende a ser o resultado.

O equipamento necessário é mínimo: um lápis novo funciona como gnômon, fixado na vertical com dois esquadros escolares e fita adesiva. O experimento é realizado em quadras esportivas ou qualquer superfície plana e nivelada, de preferência livre de sombras de árvores e prédios.

Como as escolas podem participar

A participação é gratuita e aberta a escolas do Ensino Fundamental e Médio, faculdades, clubes de astronomia e qualquer instituição interessada. Cada escola cadastra um professor responsável, que realiza as medições com sua turma na data definida pelo cronograma do projeto e insere os dados na plataforma online. A coordenação do projeto então cruza as informações com as de escolas parceiras para calcular os resultados.

O alcance é internacional. Em edições anteriores, mais de 5.800 escolas de 105 países já participaram do experimento, com escolas parceiras no Brasil, na Argentina, na Romênia e na Índia, entre outros.

O projeto vai além da física

Apesar de ser tradicionalmente associado a disciplinas como física, matemática e geometria, o projeto também envolve professores de outras áreas como geografia, história e até artes, tornando o experimento uma ferramenta interdisciplinar. Os alunos trabalham com trigonometria, coordenadas geográficas, história da ciência e até comunicação com turmas de outros países, o que também estimula o contato com línguas estrangeiras.

Pesquisas realizadas com estudantes do Ensino Médio de escolas públicas de Sergipe apontaram que a participação no projeto despertou interesse pela construção de novos conhecimentos científicos e aproximou os alunos do caráter empírico da ciência.

Destaque no Brasil

O projeto ganhou novo destaque no Brasil com a participação de João Pedro Bertonha Lombardi, mestrando em Educação para a Ciência na Universidade Estadual Paulista (UNESP) de Bauru, integrante do Grupo de Pesquisa em Ensino de Ciências com foco em Física e Astronomia.

Lombardi foi bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) pelo Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) em Iniciação Científica, tendo pesquisado especificamente a autonomia dos professores dentro do Projeto Eratóstenes Brasil. Ele também atua como monitor no Observatório Didático de Astronomia Lionel José Andriatto.

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Tags: astronomia nas escolasciência para estudantescircunferência da Terraeducação científicaensino de físicaexperimento históricogeometria aplicadaProjeto Eratóstenes BrasilUNESP
Júlio Nesi

Júlio Nesi

Jornalista alagoano formado pela UFAL, já atuei em produção de conteúdo digital para portais, rádio e redes sociais.

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